segunda-feira, 25 de março de 2013

Ford inicia produção do New Fiesta 2014 no Brasil






Depois do show da cantora Cláudia Leitte no domingo, a Ford realizou nesta segunda-feira (25) uma cerimônia que marcou a produção da unidade número um do New Fiesta brasileiro. Com visual renovado, o compacto chega às lojas em maio com novidades mecânicas e novo padrão de acabamento.
O New Fiesta nacional inicia um novo capítulo na história da Ford no Brasil. Steven Armstrong, presidente da montadora no Brasil, destacou os investimentos de mais de 800 milhōes de reais, o que incluiu 310 novas máquinas automatizadas e novo processo de pintura. Os investimentos fazem parte da estratégia da Ford em ter sua linha 100% global no Brasil até 2015.

Como antecipamos, o New Fiesta brasileiro adota um novo padrão de acabamento com a utilização de materiais mais simples e plástico rígido por toda a cabine. Na fábrica, durante a cerimônia, a Ford exibia placas que rotulavam o modelo como “o primeiro carro hatch global feito no Brasil”, ou seja, a palavra “premium” não apareceu.
Por outro lado, o New Fiesta continuará trazendo um bom nível de equipamentos de segurança e tecnologia, pelo menos na versão topo de linha, a 1.6 Titanium. Itens como controle de estabilidade, controle de saída em rampa, sete airbags, freios ABS de última geração e o sistema SYNC de entretenimento já estão confirmados para a versão topo de gama. Outra informação já revelada oficialmente é a potência do motor 1.6 16V que agora passa a contar com a tecnologia TiVCT (comando de válvulas variável) que permite extrair até 130 cavalos de potência quando abastecido com etanol. Uma grande novidade, e que será um diferencial entre os hatches compactos, é o novo câmbio automatizado PowerShift de dupla embreagem e seis velocidades.

E o preço?

CARPLACE ouviu de um executivo da Ford antes do show comemorativo no domingo (24) que a montadora deve adotar uma proposta agressiva em termos de preços fazendo referência direta ao Hyundai HB20. Mencionando o preço inicial do concorrente na versão 1.0, na casa dos R$ 32.000, o executivo disse: “mas o nosso vem com motor 1.5. Espero que o que ouvi, se concretize”.

Nesta segunda-feira (25), durante o evento, a assessoria foi mais cautelosa e destacou que as versões e preços ainda não foram estabelecidos. Célio Galvão, Gerente de Imprensa da Ford, foi amplamente questionado quanto à faixa de preço inicial que CARPLACE divulgou ontem e disse que o valor de R$ 32 mil está muito longe da realidade, mas logo em seguida reforçou que nada está definido.

O lançamento oficial do New Fiesta acontecerá no dia 20 de abril e chegará em maio nas lojas. Pelo que vimos, e fazendo uma breve análise dos concorrentes, o New Fiesta brasileiro perde um pouco do acabamento “premium” e sua versão de entrada terá motor 1.5 16V. Considerando o HB20 1.6 de entrada que custa R$ 38.995 como parâmetro, dificilmente o New Fiesta 1.5 terá preço inicial igual ou superior, o que nos leva a entender algo como R$ 35 mil iniciais. Outro cenário possível é a eliminação do Fiesta Rocam 1.6 para abrir espaço ao New Fiesta 1.5. Vale lembrar que a Ford pretende ter sua linha 100% global no Brasil até 2015, o que já elimina alguns modelos, como o Fiesta Rocam e Courier.

Uma coisa é certa: o New Fiesta nacional chega para brigar com o HB20, mas nessa disputa quem ganhará serão os consumidores. Para vender mais do que o rival, além de bom produto, precisa ter bom preço. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.

domingo, 24 de março de 2013

Crítica Social através do teatro.Paixão de Cristo inspirada no retirante nordestino é diferencial em Paulista


A obra será interpretada por 12 atores locais, que apresentarão um texto que mescla elementos da literatura de cordel e fragmentos da bíblia.

Com uma interpretação diferente, a Companhia Teatral Clows e Cena de Paulista fará um paralelo entre a Paixão de Cristo e a vida do retirante nordestino. A peça "Morte e vida nazareno" será realizada a partir das 20h da terça (26), quarta (27) e quinta-feira (28), no campo do Mangueirão, em Paratibe, Paulista.
A obra será interpretada por 12 atores locais, que apresentarão um texto que mescla elementos da literatura de cordel e fragmentos da bíblia. O cenário também fará um paralelo com a vida dos trabalhadores rurais nordestinos, onde a cruz será caracterizada por uma enxada.
A inovação deste ano foi a opção de colocar a plateia no centro do espetáculo, com a história sendo desenvolvida ao seu redor e também no meio do público. Com a técnica de interpretação do palhaço espontâneo, cada espetáculo é único, havendo espaço para o improviso.
Desde 2009 "Morte e vida nazareno" é patrocinado pela Fundarpe e ganha destaque pelo paralelo que faz entre o calvário de Cristo e a obra de João Cabral de Melo Neto, Morte e vida Severina. (Do NE10)

O novo empreendimento da cidade do Paulista.


Papa confirma vinda ao Brasil para Jornada Mundial da Juventude



Por Philip Pullella
CIDADE DO VATICANO, 24 Mar (Reuters) - O papa Francisco confirmou durante a celebração do Domingo de Ramos, neste domingo, que viajará ao Rio de Janeiro no final de julho para participar da Jornada Mundial da Juventude, um encontro de jovens católicos realizado em uma cidade diferente a cada dois anos.

A presença do papa já havia sido anunciada pelos organizadores locais do evento, mas esta foi a primeira vez que o pontífice argentino confirmou publicamente a viagem ao Brasil. Em encontro com a presidente Dilma Rousseff no Vaticano, na quarta-feira, Francisco disse que também poderia ir a Aparecida, em São Paulo, visitar a Basílica de Nossa Senhora Aparecida.

Em mais uma demonstração do novo estilo de seu pontificado, o papa celebrou o início da Semana Santa com uma homilia na qual invocou a sabedoria popular de sua avó.
Ao conduzir sua primeira missa importante desde que foi escolhido, o papa Francisco usou uma linguagem simples ao se dirigir a uma vasta multidão reunida para a celebração do Domingo de Ramos, à qual pediu que evite a corrupção e a ganância e se aproxime dos "humildes, dos pobres, dos esquecidos".
Deixando de lado seu texto preparado previamente, e referindo-se à riqueza, ele disse: "Você não pode levá-la com você, costumava dizer minha avó."

Desde sua eleição no conclave em 13 de março, o estilo do antigo cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio rompeu com os padrões considerados ostentadores de seu antecessor, o papa Bento 16, pelo fato de dizer que deseja levar a Igreja para mais perto dos pobres e sofredores.

"Vamos olhar ao redor! Quantas dores são infligidas à humanidade por guerras diabólicas, violência, conflitos econômicos que afetam os mais fracos, a ganância por dinheiro, poder, corrupção, divisões, crimes contra a vida humana e contra a criação", disse.
O papa decidiu que vai celebrar a Quinta-Feira Santa em uma prisão para jovens nos arredores de Roma em vez de na Basílica do Vaticano ou em Roma, onde as cerimônias eram realizadas por seus antecessores.

sábado, 23 de março de 2013

Crise Econômica Mundial. Chipre acerta imposto com credores de olho em prazo para resgate



Por Karolina Tagaris e Laura Noonan

NICÓSIA, 23 Mar (Reuters) - O Chipre aceitou neste sábado uma tributação única sobre os depósitos superiores a 100 mil euros, em uma dramática mudança de posição à medida que se apressava para satisfazer os parceiros europeus e fechar um acordo de resgate de última hora, para evitar um colapso financeiro.

O ministro das Finanças da ilha, Michael Sarris, relatou "avanços significativos" nas conversações com os credores internacionais. Segunda-feira termina o prazo dado pela União Europeia para que o Chipre feche um acordo de resgate ou perca o auxílio emergencial para seus bancos debilitados e se arrisque a sair da zona do euro.

O Eurogroup, grupo que reúne os ministros das Finanças do bloco monetário, marcou para domingo conversações em Bruxelas a fim de discutir o assunto, e o comissário de Assuntos Econômicos da UE, Olli Rehn, afirmou estar havendo progressos rumo a uma solução.
Ele afirmou que a Comissão Europeia (órgão executivo da UE) está trabalhando para elaborar uma solução para ajudar o Chipre e que é essencial que ministros das Finanças da zona do euro cheguem a um acordo no domingo para assegurar o resgate.

"Infelizmente, os acontecimentos dos últimos dias levaram a uma situação onde não há mais uma solução ideal. Hoje, restam apenas escolhas difíceis", disse Rehn em comunicado.
Enquanto os líderes dos partidos cipriotas se reuniam, uma autoridade do país disse à Reuters que Nicósia havia concordado com os credores da UE e do Fundo Monetário Internacional sobre um imposto de 20 por cento sobre os depósitos de 100 mil euros e acima desse valor no maior banco do país, o Banco do Chipre.

O país também definiu uma taxação de 4 por cento sobre depósitos do mesmo valor em outros bancos, acrescentou a fonte. Autoridades da troika de credores não puderam ser imediatamente contatados para comentar o assunto.
O presidente cipriota, Nicos Anastasiades, afirmou, via Twitter: "Estamos desenvolvendo grandes esforços. Espero que tenhamos uma solução em breve."

quarta-feira, 20 de março de 2013

TV paga terá novo competidor estrangeiro, DishTV

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JULIO WIZIACK

A operadora americana de TV por satélite DishTV se prepara para operar comercialmente no Brasil.
A Folha apurou que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) já aguarda o pedido de autorização, após a negociação frustrada de parceria com a Telefônica.
Inicialmente, o controlador da DishTV --o bilionário Charles Ergen-- pretendia firmar acordo com uma operadora no país, uma forma de reduzir os investimentos de entrada. Houve conversas sem sucesso com a Oi.
Com a Telefônica, estudou-se uma parceria efetivamente. A operadora espanhola propôs compartilhar cerca de 670 mil assinantes que hoje recebem TV e internet pela tecnologia de micro-ondas.
Ao vencer o leilão de 4G, em junho de 2012, a Telefônica ficou obrigada a devolver justamente as licenças de TV por micro-ondas porque haverá sobreposição, algo proibido pela legislação do setor.
Esses clientes da Telefônica poderiam ser atendidos via satélite pela DishTV. Mas a empresa americana também queria participação na base de clientes da Telefônica de TV e internet por satélite.
Os espanhóis não concordaram e as negociações foram encerradas.

ANTECEDENTES

A chegada da DishTV ao país está atrelada à Hughes, empresa também controlada pelo bilionário Charles Ergen.
Em agosto de 2011, a Hughes venceu o leilão da Anatel que lhe deu o direito de lançar um satélite em espaço brasileiro.
Com um lance de R$ 145 milhões e um ágio de 3.500%, a companhia americana retirou a Sky da disputa.
Nos EUA, a Sky é controlada pela DirecTV, principal concorrente da DishTV.
Meses após a vitória, a Hughes reposicionou um satélite que estava cobrindo o México para o Brasil. Enquanto isso, discutia com a Telefônica um acordo de parceria.
Pelas regras do leilão, o grupo tem cinco anos para estrear comercialmente no país. Ainda há chances de negociação com outras empresas. Mas, ainda segundo apurou a reportagem, na Anatel, é dado como certo o pedido de autorização sem parcerias.

CENÁRIO

Estima-se que a entrada da DishTV possa reduzir o preço dos pacotes em até 30%.
Para a empresa, o negócio é promissor. Um estudo recente da consultoria Digital TV Research mostra que, até 2017, o Brasil responderá pela maior parte do crescimento de assinantes de TV paga no mundo, contribuindo com a expansão do lucro das empresas que atuarem no país.
Em seis anos, serão US$ 3,8 bilhões em lucros, mais que o dobro do que será possível obter nos Estados Unidos.
Consultadas, as empresas não quiseram se manifestar. (Folha de São Paulo)

segunda-feira, 18 de março de 2013

Ícone nova coletânea póstuma de Donna Summer


A Universal Records, estará lançando uma nova coletânea de Donna Summer no dia 9 de abril chamada Ícone .  A arte da capa trás a foto de uma das seções de fotos do álbum Bad Girls (1979). Em breve o álbum estará disponível em todas as lojas dos EUA, Brasil e resto do mundo. Quanto à lista de faixas são 11 hits da fase inicial de sua carreira. Sem muitas  surpresas é definitivamente voltado para os fãs casuais. A falha é que não trás nenhuma faixa inédita, sabemos que antes de Donna falecer ela estava gravando um novo álbum de inéditas que nem se quer é mencionado pela gravadora e pela própria família. Uma falta de respeito pelo trabalho de Donna e por todos os seus fãs que não conseguem esquecer a grande Diva. As faixas estão escritas na capa. Alarcon

domingo, 17 de março de 2013

NO RECIFE, CAMPOS RENOVA CRÍTICAS A DILMA



 Típico de quem quer ser candidato a presidente da República, mas faz parte da base do governo, Eduardo Campos voltou a fazer críticas à presidente Dilma Rousseff neste domingo, para em seguida amenizar as declarações. Na praia de Boa Viagem, no Recife, o governador de Pernambuco voltou a dizer que é possível fazer "muito mais" pelo País, mas negou que isso seja uma crítica.

"Todos nós gostaríamos de fazer muito mais, em todas as áreas. Com o espírito público que a presidente Dilma tem, com certeza ela também gostaria de fazer muito mais, porque a cidadania quer mais", afirmou. A presença em seu próprio território acontece depois de o presidente do PSB ter circulado por São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro nos últimos dias.

A declaração de que "dá pra fazer muito mais" pelo País já havia sido feita a cerca de 60 empresários num jantar organizado por Flávio Rocha, dono da Riachuelo, na última quinta-feira 14. Na ocasião, Campos também sinalizou confiança numa eventual vitória, fez críticas à Petrobras, como vem fazendo a oposição, e anunciou o que será o tom de seu discurso no próximo ano: "continuidade, mas com liderança renovada".
Campos também disse que falta vontade política para fazer a reforma tributária. "Os impostos estão matando a geração de emprego, estão matando muita média empresa brasileira e tem debate sobre isso em toda categoria, tem acúmulo de conhecimento sobre isso, falta é uma decisão política para fazer, o que faltou nesses últimos 20 anos", afirmou. O governador também garantiu que sua agenda tem sido a mesma de anos anteriores. "Tenho feito o que sempre fiz", declarou.

Sobre as recentes desonerações feitas pelo governado federal, como recentemente aos produtos da cesta básica, e antes a setores da indústria, o socialista afirmou que essas ações não bastam para resolver os problemas brasileiros. "Ultimamente, estamos fazendo desonerações tributárias muito pontuais, para setores, que é importante para aquele setor, mas acho que os efeitos dessa desoneração sobre a economia já demonstraram que eles, a cada dia que passa, são mais limitados. É como se você já tivesse acostumado o organismo com determinado tipo de medicamento e determinada dose", avaliou.

Apesar de não se lançar oficialmente como candidato, o governador vem adotando discursos que apontam para seu voo solo, além de que seus aliados já garantem que sua candidatura é irreversível. Diante da situação, a questão agora é se ele entrega ou não os cargos que tem no governo, já que vem se mostrando como oposição. Na avaliação de Josias de Souza, colunista do UOL, a disposição do partido em entregar os cargos, porém, é inversamente proporcional à candidatura de Campos. E deve acontecer só no final do ano.
Ao lado do prefeito da capital pernambucana, Geraldo Julio, Campos lançou neste domingo o Projeto Sem Barreiras, arena de acessibilidade para pessoas com deficiência, além de ter distribuído apertos de mãos e abraços aos participantes do II Passeio Ciclístico Pedala PE, que saiu do Marco Zero e seguiu até Olinda, numa homenagem às duas cidades, que fizeram aniversário nesta semana.( PE 247 )

BID diz que América Latina tem menos espaço para impulsionar crescimento



CIDADE DO PANAMÁ, 17 Mar (Reuters) - Os bancos centrais da América Latina têm menos espaço de manobra do que em 2008 para lidar com a previsão de crescimento mais lento para a região nos próximos anos, afirmou neste domingo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O BID afirmou que políticas anticíclicas que alguns países adotaram para lidar com a crise global podem ser mais expansivas do que o necessário, dada a melhora em algumas economias, e destacou a necessidade de reformas profundas que poderiam ajudar a região até mesmo a superar o sudeste asiático.
"Não temos o mesmo espaço fiscal e monetário que tínhamos em 2008", disse o economista-chefe do BID, José Juan Ruiz, destacando orçamentos mais fracos, taxas de juros mais baixas e apreciação monetária.
O BID afirmou que uma combinação de políticas fiscais mais duras e taxas de juros mais baixas podem ser a combinação apropriada, mas que os países podem impulsionar o crescimento ainda mais através de reformas estruturais --como a melhora da produtividade e economias domésticas.
A expectativa é de um crescimento anual de cerca de 3,9 por cento para a América Latina e o Caribe para 2013/2017, bem abaixo dos 4,8 por cento alcançados entre 2003/2007, disse o banco.
Mas se todos os 14 países da região adotarem reformas para melhorar a produtividde, aumentar as economias, reduzir o tamanho do mercado informal e melhorar a infraestrutura, o crescimento regional pode chegar a 6,2 por cento, completou o BID.
"Isso mais do que compensaria o crescimento mundial menor e aumentaria a performance de crescimento da América Latina e Caribe acima do projetado para o ASEAN-5", afirmou o relatório, referindo-se aos principais membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático --Tailândia, Indonésia, Malásia, Filipinas e Vietnã.
(Reportagem de Luis Rojas e Krista Hughes Reuters /Brasil))

quinta-feira, 14 de março de 2013

Ordem Religiosa fundada em 1534 ¨ Companhia de Jesus ¨ chega ao pontificado papal.




Companhia de Jesus
Societas Iesu
AD MAIOREM DEI GLORIAM
Para a maior glória de Deus
Ordem religiosa católica
Fundador (a): Santo Inácio de Loyola
Local e data da fundação: 5 de agosto de 1534
Aprovação: 27 de setembro de 1540
Superior geral: Pe. Adolfo Nicolás Pachón
Membros: 18.516 (2009)
Sede: Borgo Santo Spirito 4, CP 6139, Roma
Site oficial: http://www.sjweb.info/
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A Companhia de Jesus (em latim: Societas Iesu, S. J.), cujos membros são conhecidos como jesuítas, é uma congregação religiosa fundada em 1534 por um grupo de estudantes da Universidade de Paris, liderados pelo basco Íñigo López de Loyola, conhecido posteriormente como Inácio de Loyola. A Congregação foi reconhecida por bula papal em 1540. É hoje conhecida principalmente por seu trabalho missionário e educacional. No dia 13 de Março de 2013, o Cardeal Argentino Jorge Mario Bergoglio, foi elevado em conclave no Vaticano, á Eminentíssimo, Arc-revendíssimo, Santo Padre da Igreja Católica Romana Papa Francisco, o primeiro Jesuíta a ser celebrado Papa.
Santo Inácio de Loyola.
Inácio de Loyola, de origem nobre, foi ferido em combate na defesa da fortaleza de Pamplona contra os franceses em 1521. Durante o período de convalescença dedicou-se à leitura do "Flos Sanctorum", após o que decidiu-se a desprezar os bens terrenos em busca dos sobrenaturais.[2] No santuário de Monserrat fez a sua 'vigília d'armas' e submeteu-se a uma confissão geral. Abandonou a indumentária fidalga substituindo-a pela dos mendicantes. Retirando-se para a gruta de Manresa ali entregou-se a rigorosas penitências e escreveu a sua principal obra o Livro de Exercícios Espirituais, admirável sobretudo por não ter ainda o autor conhecimentos teológicos acadêmicos.
Em 15 de agosto de 1534, Inácio e seis outros estudantes (o francês Pedro Fabro, os espanhóis Francisco Xavier, Alfonso Salmerón, Diego Laynez, e Nicolau de Bobadilla e o português Simão Rodrigues) encontraram-se na Capela dos Mártires, na colina de Montmartre, e fundaram a Companhia de Jesus - para "desenvolver trabalho de acompanhamento hospitalar e missionário em Jerusalém, ou para ir aonde o papa nos enviar, sem questionar". Nesta ocasião fizeram os votos de pobreza e castidade.
Inácio de Loyola escreveu as constituições jesuítas, adotadas em 1554, que deram origem a uma organização rigidamente disciplinada, enfatizando a absoluta abnegação e a obediência ao Papa e aos superiores hierárquicos (perinde ac cadaver, "disciplinado como um cadáver", nas palavras de Inácio). O seu grande princípio tornou-se o lema dos jesuítas: "Ad maiorem Dei gloriam" ("Para a maior glória de Deus")
Na companhia de Fabro e Laynez, Inácio viajou até Roma, em outubro de 1538, para pedir ao papa a aprovação da ordem. O plano das Constituições da Companhia de Jesus foi examinado por Tomás Badia, mestre do Sacro Palácio, e mereceu sua aprovação. A congregação de cardeais, depois de algumas resistências, deu parecer positivo à constituição apresentada. Em 27 de setembro de 1540 Paulo III confirmou a nova ordem através da Bula "Regimini militantis Ecclesiae", que integra a "Fórmula do Instituto", onde está contida a legislação substancial da Ordem, cujo número de membros foi limitado a 60. A limitação foi porém posteriormente abolida pela bula Injunctum nobis de 14 de março de 1543.
O Papa Paulo III autorizou que fossem ordenados padres, o que sucedeu em Veneza, pelo bispo de Arbe, em 24 de junho. Devotaram-se inicialmente a pregar e em obras de caridade em Itália. A guerra reatada entre o imperador, Veneza, o papa e os turcos seljuk, tornava qualquer viagem até Jerusalém pouco aconselhável. Inácio de Loyola foi escolhido para servir como primeiro superior geral. Enviou os seus companheiros e missionários para vários países europeus, com o fim de criar escolas, liceus e seminários.
Organização
São membros da Ordem os professos, os escolásticos e os coadjutores. Os professos devem ser doutores e, além dos três votos comuns têm o de obediência ao Papa, quanto às missões. O Geral, os provinciais, assistentes e os professores de teologia devem ser professos. O Geral, além dos assistentes, tem ainda o Admoestador. O órgão superior de administração é a Congregação Geral na qual tomam parte todos os professos eleitos por suas províncias. Os assistentes são eleitos pelas províncias e o Geral é vitalício.
A Companhia possui casas de professos, colégios, residências e missões. O vestuário depende do lugar onde moram, não têm hábito próprio. Não há a obrigação do ofício de côro. Após quinze anos de vida religiosa proferem os últimos votos; devem passar dois anos de noviciado, três de filosofia, alguns de magistério, quatro de teologia, e um segundo noviciado que é chamado de terceiro ano de aprovação. Como em todas as ordens religiosas da Igreja Católica, os jesuítas também têm a prática do retiro espiritual, mas de modo especial praticam os Exercícios Espirituais de Santo Inácio.
A Companhia de Jesus foi fundada no contexto da Reforma Católica (também chamada de Contrarreforma), os jesuítas fazem votos de obediência total à doutrina da Igreja Católica, tendo Inácio de Loyola declarado:
Acredito que o branco que eu vejo é negro, se a hierarquia da igreja assim o tiver determinado.
A Companhia logo se espalhou muito. Em Portugal D. João III pediu missionários e lhe foram enviados Simão Rodrigues, que fundou a província, e S. Francisco Xavier, que foi enviado ao Oriente. Na França tiveram a proteção do Cardeal de Guise. Na Alemanha os primeiros foram Pedro Faber e Pedro Canísio e outros, que foram apoiados pela casa da Baviera, logo dirigiram colégios, ensinaram em universidades e fundaram congregações.[3] A causa das perseguições contra a Companhia costuma ser sua íntima união com a Santa Sé, a universalidade do apostolado e a firmeza de princípios.[3] Os jesuítas alcançaram grande influência na sociedade nos períodos iniciais da Idade Moderna (séculos XVI e XVII), frequentemente eram educadores e confessores dos reis dessa altura - D. Sebastião de Portugal, por exemplo.
A Companhia de Jesus teve atuação de destaque na Reforma Católica, em parte devido à sua estrutura relativamente livre (sem os requerimentos da vida na comunidade nem do ofício sagrado), o que lhes permitiu uma certa flexibilidade de ação. Em algumas cidades alemãs os jesuítas tiveram relevante papel. Algumas cidades, como Munique e Bona, por exemplo, que inicialmente tiveram simpatia por Lutero, ao final permaneceram como bastiões católicos - em grande parte, graças ao empenho e vigor apostólico de padres jesuítas.
Expansão
Em Portugal - o caráter de milícia era evidente, acabando a Companhia por se tornar a arma mais poderosa da Contra-Reforma. D. João III, aconselhado por Diogo de Gouveia, solicitou a Loyola o envio de irmãos para a evangelização do Oriente. Ainda em 1540, chegam a Portugal, o basco Francisco Xavier (depois São Francisco Xavier) e o português Simão Rodrigues. Este permaneceu no reino e aquele partiu para o Oriente em missão evangélica, chegando ao Ceilão e às Molucas em 1548, e à China em 1552. As missões iniciais no Japão tiveram como resultado a concessão aos jesuítas de um enclave feudal em Nagasaki, em 1580. No entanto, o receio em relação a crescente influência da ordem fez com que esse privilégio fosse abolido no ano de 1587.
Dois jesuítas missionários, Gruber e D'Orville, chegaram a Lassa, no Tibete, em 1661. Na China do século XVIII, os jesuítas estiveram envolvidos na chamada "questão dos ritos chineses".
Os jesuítas penetraram no Reino do Congo (1547), no Marrocos (1548) e na Etiópia (1555).
Simão Rodrigues, enquanto isso, criara a primeira casa em Portugal, em 1542, concretamente o Colégio de Santo Antão o Velho, em Lisboa, logo se seguindo outros - em Coimbra (1542), Évora (1551) e de novo Lisboa (1553). Em 1555, foi-lhes entregue o Colégio das Artes em Coimbra e, em 1559, a Universidade de Évora. Logo muitos poderosos passaram a querer jesuítas como confessores.
Na América do Sul
Ver artigo principal: Missões jesuíticas
Desde 1549 chegara ao Brasil (Bahia) o primeiro grupo de seis missionários liderados por Manuel da Nóbrega, trazidos pelo governador-geral Tomé de Sousa.
Certamente a maior obra jesuítica em terras brasileira consistiu na fundação de São Paulo de Piratininga em torno do seu famoso colégio, ponto de origem da expansão territorial e da colonização do interior do país.
As missões jesuítas na América Latina foram controversas na Europa, especialmente na Espanha e em Portugal, onde eram vistas como interferência na acção dos reinos governantes. Os jesuítas opuseram-se várias vezes à escravidão indígena. Eles fundaram uma série de aldeamentos missionários - chamados missões ou misiones no sul do Brasil, ou ainda reducciones, no Paraguai - organizados de acordo com o ideal católico, que, mais tarde, acabaram sendo destruídos por espanhóis, e principalmente por portugueses, à cata de escravos.
Segundo o historiador Manuel Maurício de Almeida, desde o fim do século XVI houve expansão hispano-jesuítica a partir de Asunción (Assunção) no atual Paraguai, em três frentes pioneiras:
no Paraná, onde se fundou em 1554 Ontíveros, Ciudad Real del Guayrá, Vila Rica del Espiritu Santu e outras reduções na então República do Guairá.
rumo ao Mato Grosso do Sul. Fundada a vila de Santiago de Xerez, que seria o centro da Província de Nueva Vizcaya, havia missões que aldeavam os representantes das comunidades primitivas do Itatim. Projeto com apoio do Estado e da Igreja, para assegurar o controle do vale do rio Paraguai e articular as missões do Itatim com as de Mojos e Chiquitos, de modo a assegurar proteção ao altiplano mineiro na atual Bolívia.
em trechos do atual território do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, aldeias do Tape, Uruguai e Sierra.
As missões na América do Sul eram unidades de produção autossuficientes, com relação de produção do tipo feudal. Cada família cultivava em regime de posse individual e coletiva porções de terra. A retribuição era sempre representada por produtos, realizados coletivamente (tupambaé, "parte de Deus") ou nas terras de posse familiar (abambaé,"parte das pessoas"). O que era reservado à reprodução do sistema econômico, ou comércio, constituía tabambaé ou "parte da aldeia". Havia um cabido rudimentar, presidido por um corregedor indígena eleito pela comunidade. A ideologia religiosa era católica.
Com a ocupação dos portos negreiros na África, São Jorge da Mina, São Tomé e São Paulo de Luanda, pelos holandeses, o apresamento de índios se expandiu na segunda metade do século XVII para muito além das vizinhanças do planalto de Piratininga, força de trabalho escrava mais lucrativa - principalmente Guairá. Autoridades espanholas favoreceram mesmo, na vigência da União Ibérica, a destruição das missões.
Em 30 de julho de 1609, uma lei de Filipe III declarou livres todos os índios. Sob influência da Companhia de Jesus, a escravidão era proibida mas se mantinha sobre eles a jurisdição dos jesuítas. Houve reclamações tamanhas, por se ter desordenado a economia da colônia, principalmente do Rio de Janeiro e de São Paulo, que a Coroa retrocedeu, por lei de 10 de janeiro de 1611 ao regime anterior, os escravos sendo prisioneiros de guerra justa. Foi sempre a principal causa dos conflitos entre o povo e os jesuítas. A ficção legal era a do resgate, o troco de índios das tribos que os houvessem tomado em guerra para salvá-los da morte e convertê-los - um eufemismo. A ação dos jesuítas resultava em simples transferência da escravidão em favor da Companhia, que os tratava porém com grande humanidade.
Atuação no Brasil
Antigo mosteiro dos padres jesuítas, no Maciço de Baturité.
Ver artigo principal: A Companhia de Jesus no Brasil
Os jesuítas chegaram ao Brasil em 1549 e começaram sua catequese erguendo um colégio em Salvador da Bahia, fundando a Província Brasileira da Companhia de Jesus. Cinquenta anos mais tarde já tinham colégios pelo litoral, de Santa Catarina ao Ceará. Quando o marquês de Pombal os expulsou, em 1760, eram 670 por todo o país, distribuídos em aldeias, missões, colégios e conventos.
A Supressão da Companhi
Ver também: Supressão da Companhia de Jesus
As tendências anticristãs do século XVIII dirigiram contra a Congregação dos Jesuítas grandes combates, por julgá-la o mais forte baluarte da Santa Sé. A par de algumas queixas políticas mais ou menos fundadas, a Companhia suscitava ódios em razão da bem sucedida luta contra os jansenistas; oposição ao galicanismo e a consequente adesão do Papa. Além disto, tinha posição destacada nas côrtes como professores, pregadores e confessores e um certo predomínio científico manifestado tanto nos colégios como nas publicações.
Em Portugal o fraco rei D. José I, tinha por ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, marquês de Pombal, que achando que os jesuítas eram obstáculos aos seus planos resolveu dar-lhes combate culpando-os da crise nos Sete Povos das Missões com os indígenas, mandou prender a todos no Brasil e os meteu em cárcere em Portugal sem que tivessem defesa[4] e de onde só puderam sair em 1777, com a ascensão de D. Maria I ao trono, dos 9.460 encarcerados só restam uns 800. Em Portugal e nas Cortes Borbónicas, muitos Jesuítas foram presos ou mesmo condenados a suplícios, como é o caso do padre Gabriel Malagrida. Outros ingressaram no clero secular ou em outras ordens.
Na França, os jansenistas, galicanos e voltaireanos, já havia muito queriam exterminar a Companhia, para isto valeram do caso do Pe. La Valette. Este era procurador de uma casa de jesuítas na Martinica e deu-se a especulações comerciais contra todas as regras da ordem, pelo que dela foi expulso. No entanto como devia pessoalmente grande soma atribuíram a dívida à Companhia que se negou a pagar. O assunto foi ao parlamento que deu a alternativa: ou a Ordem se reconhecia culpada das acusações ou os jesuítas seriam exilados. Apesar dos protestos do episcopado francês e do próprio Papa, Luís XV também expulsou a Companhia da França em 1764. Foram promotores da expulsão o ministro absolutista Choiseul e madame Pompadour, cuja escandalosa presença na côrte francesa era repudiada pelo Pe. Perisseau, confessor do rei.
Em Espanha, o ministro de Carlos III, Aranda intrigou os jesuítas com o rei acusando-os de defenderem a independência das colônias e de levantarem dúvida sobre a legitimidade do nascimento do rei. Carlos III mandou prender a todos os jesuítas em 1767 com a Pragmática Sanção. Por mais que o papa o rei nunca lhe apresentou as razões do decreto.
Em Nápoles, o ministro Tanucci era mais forte que Fernando IV, depois de dois anos de perseguição os desterrou para os Estados Pontifícios, em Parma o marquês Tillot imperava tiranicamente, aos pedidos do papa respondeu com a expulsão dos jesuítas em 1768, no mesmo ano o grão-mestre dos cavalheiros de Malta os desterrou da ilha. Essas cortes juntaram-se na pressão sobre o Papado para suprimir a Companhia, ao que a tudo resistiu Clemente XIII.
Sob o Papa Clemente XIV, seu sucessor, embora bem intencionado era indeciso e fraco, cedendo às pressões dos reis e principalmente da Espanha - através da bula Dominus ac Redemptor - obtida quase à força pelo embaixador espanhol Moniño, órgão central de quase todas as maquinações antijesuíticas, no período da supressão - suprimiu oficialmente a Companhia em 21 de julho de 1773. O Superior Geral da Companhia, Lorenzo Ricci, juntamente com os seus assistentes, foi feito prisioneiro no Castelo de Sant'Angelo, em Roma, sem julgamento prévio, os demais foram obrigados a deixar a Ordem no que obedeceram.
Como Papa Clemente XIV deixou a critério dos soberanos a publicação da bula, a czarina Catarina, a Grande os conservou na Rússia e usou a ocasião para atrair para o seu país os membros da Companhia, gente de grande erudição, o mesmo se deu com Frederico da Prússia, na Silésia. Na altura da supressão haviam cinco assistências, 39 províncias, 669 colégios, 237 casas de formação, 335 residências missionárias, 273 missões e 22589 membros.
Restauração
Depois de suprimida pelo Papa Clemente XIV em Julho de 1773, a Companhia de Jesus manteve-se na Rússia. Nessa altura milhões de católicos, incluindo numerosos jesuítas, viviam nas províncias polacas da Rússia. Aí a Companhia manteve intensa actividade religiosa, de ensino e de missionação.
Deste modo, o Papa Pio VI vem a autorizar formalmente a existência da Companhia de Jesus na Polónia e Rússia, o que leva os Jesuítas a elegerem Stanislaus Czerniewicz como seu superior em 1782.   Em 1814, mudadas as côrtes europeias pelas Guerras Napoleônicas Pio VII viu-se em condições de restaurar a Companhia, o que fez no dia 7 de agosto daquele ano em Roma, entregando a bula da restauração encíclica Sollicitudo omnium ecclesiarumaos velhos padres ainda existentes e ali reunidos. O Superior Geral Thaddeus Brzozowski, que havia sido eleito em 1805, adquiriu então jurisdição universal. A Companhia de Jesus foi derrubada e levantou-se.
Durante o século XIX e XX a Companhia de Jesus voltou a crescer enormemente até os anos 50 do século XX, quando atingiu o pico. Desde aí, seguindo a quebra de vocações na Igreja Católica, o número de jesuítas também tem vindo a decrescer.
Os Jesuítas hoje
Hoje em dia os Jesuítas formam a maior ordem religiosa da Igreja Católica. Conta com 19.216 membros espalhados por 112 países em 6 continentes. A Companhia caracteriza-se pela sua forte ligação ao ensino, com numerosos estabelecimentos de ensino, incluindo ensino superior. No Brasil as universidades Catolica do Rio de Janeiro, Catolica de Pernambuco, do Vale do Rio dos Sinos, no Rio Grande do Sul e o Centro Universitario FEI, em Sao Paulo, pertencem a Ordem.
Em Fevereiro de 2009 existiam em Portugal 161 Jesuítas, entre os quais 100 padres.[8]
Sob a direcção do Superior Geral Pedro Arrupe, a Companhia de Jesus privilegiou a defesa dos direitos humanos o que levou alguns dos seus membros a serem rotulados como subversivos e perseguidos. Tal foi o caso de seis jesuítas mortos pelo exército Salvadorenho a 16 de Novembro de 1989 no campus universitário da Universidade da América Central, em San Salvador.
A 31 de Outubro de 1991 a Província Portuguesa da Companhia de Jesus foi feita Membro-Honorário da Ordem da Instrução Pública.
A 19 de janeiro de 2008, Adolfo Nicolás foi eleito para suceder a Peter Hans Kolvenbach como 30.º Superior Geral da Companhia de Jesus, o que foi logo reconhecido pelo Papa Bento XVI.
Em 13 de março de 2013, Jorge Mario Bergoglio, jesuíta, torna-se o Sumo Pontífice da Igreja Católica.
Jesuítas e o Holocausto
Nove padres jesuítas foram formalmente reconhecidos como heróis do Holocausto pelo Yad Vashem, a autoridade israelita em favor da memória dos Mártires e Heróis do Holocausto, por levarem a cabo todos os esforços possíveis para salvar e dar asilo a judeus durante a Segunda Grande Guerra Mundial.
Jesuítas célebres
Os jesuítas estão presentes, desde a primeira hora, nos novos mundos que se abrem à actividade missionária da época. São Francisco Xavier percorre a Índia, Indonésia, Japão e chega às portas da China; João Nunes Barreto e Andrés de Oviedo empreendem a fracassada missão da Etiópia; Padre Manuel da Nóbrega, o Beato José de Anchieta e muitos outros ajudaram a fundar as primeiras cidades do Brasil: Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, com exceção de São Vicente, Cananeia e Itanhaém que lhes são anteriores. Os chamados Quarenta Mártires do Brasil (liderados pelo Beato Inácio de Azevedo) foram outros religiosos jesuítas de grande relevância na evangelização do Brasil. De enorme importância na evangelização da China, tem-se o caso do bem-aventurado Matteo Ricci.
Outras considerações
Acima das inevitáveis ambiguidades, as missões dos jesuítas impressionam pelo espírito de inculturação (adaptação à cultura do povo a quem se dirigem). As Reduções do Paraguai e a adoção dos ritos malabares e chineses são os exemplos mais significativos.
A actividade educativa tornou-se logo a principal tarefa dos jesuítas. A gratuidade do ensino da antiga Companhia favoreceu a expansão dos seus Colégios. Em 1556, à morte de Santo Inácio, eram já 46. No final do século XVI, o número de colégios elevou-se a 372. A experiência pedagógica dos jesuítas sintetizou-se num conjunto de normas e estratégias, chamado a "Ratio Studiorum" (Ordem dos Estudos), que visa à formação integral do homem cristão, de acordo com a fé e a cultura daquele tempo.
Os primeiros jesuítas participaram activamente da Reforma Católica e do esforço de renovação teológica da Igreja Católica. No Concílio de Trento, destacaram-se dois companheiros de Santo Inácio (Laínez e Salmerón). Desejando levar a fé a todos os campos do saber, os jesuítas dedicaram-se às mais diversas ciências e artes: Matemática, Física, Astronomia. Entre os nomes de crateras da Lua há mais de 30 nomes de jesuítas. No campo do Direito, Suarez e seus discípulos desenvolveram a doutrina da origem popular do poder. Na Arquitetura, destacaram-se muitos irmãos jesuítas, combinando o estilo barroco da época com um estilo mais funcional.
Papas jesuítas
Jorge Mario Bergoglio - Papa Francisco (Início em 13 Março de 2013).
Cardeais jesuítas
Albert Vanhoye
Julius Riyadi Darmaatmadja
Jorge Mario Bergoglio
Ján Chryzostom Korec
Karl Becker
Roberto Tucci
Carlo Maria Martini
Bispos jesuítas
Ferdinand Verbiest, jesuíta e matemático belga
Luciano Mendes de Almeida
Alessio Saccardo
Ver também
António Vieira
Inácio de Loyola
José de Anchieta
Inácio de Azevedo
Quarenta Mártires do Brasil
Missões
Instituto Ricci de Macau - Associação de promoção cultural da Companhia de Jesus em Macau
Gambozinos - Movimento de voluntariado da Companhia de Jesus

quarta-feira, 13 de março de 2013

A igreja Católica Latino-Americana tem o seu reconhecimento. Cardeais elegem argentino papa; é o primeiro latino-americano

   
 
 
O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, 76, arcebispo de Buenos Aires, é o primeiro papa latino-americano da história. É também a primeira vez que o cargo é entregue a um membro da Sociedade de Jesus.

Ele obteve ao menos 77 votos dos 155 cardeais de todo o mundo que participam desde terça-feira (12) do conclave, na Capela Sistina, no Vaticano.

Em seu primeiro pronunciamento, ele disse que os cardeais o encontraram no fim do mundo.

"Vocês devem saber que o dever do conclave era dar um bispo para Roma. E parece que os cardeais foram encontrá-lo no fim do mundo. Obrigado pelas boas-vindas".

O novo papa pediu que fizessem uma oração pelo agora papa emérito Bento 16. Depois, disse que ia fazer a bênção, mas antes pediu que os fiéis orassem por bênçãos a ele.

Conforme a tradição, o resultado foi anunciado por meio da emissão de uma fumaça artificialmente colorida de branco, pela chaminé da Capela Sistina. Nos dias anteriores, quando os escrutínios terminaram sem um consenso, a fumaça expelida era de coloração preta. O resultado foi confirmado pelo som dos sinos da Basílica de São Pedro.

No cargo, ele sucede Bento 16, que renunciou no dia 11 de fevereiro, em uma atitude inédita em quase 600 anos.

Na Argentina, Bergoglio é conhecido pelo conservadorismo e pela batalha contra o kirchnerismo. O prelado também é reconhecido por ser um intenso defensor da ajuda aos pobres. O argentino costuma apoiar programas sociais e desafiar publicamente políticas de livre mercado.

Embora se mostre preocupado com a população de baixa renda, o papa não é adepto da Teologia da Libertação, corrente prestigiada na Igreja brasileira que, com base em ideias marxistas, defende que o clero atue prioritariamente servindo os mais pobres.

O conservadorismo do novo papa é conhecido por declarações contra o aborto e a eutanásia. Além disso, embora ressalte que homossexuais merecem respeito, Bergoglio é contra o casamento gay.

Jorge Mario Bergoglio

O novo papa Francis acena para a multidão da sacada central da Basílica de São Pedro, no Vaticano

PERFIL

O jesuíta nasceu na capital argentina e, depois de cursar o seminário no bairro Villa Devoto, entrou para a Sociedade de Jesus, aos 19 anos, em 1958. Foi ordenado padre pelos jesuítas um ano depois, quando estudava teologia e filosofia na Faculdade de San Miguel.

De 1973 a 1979, Bergoglio foi provinciano pela Argentina e a partir de 1980, reitor da faculdade de San Miguel, cargo que ocupou por seis anos. O papa obteve o título de doutor na Alemanha.

Em 1992, foi nomeado bispo e elevado a arcebispo em 1997, passando a chefiar a arquidiocese de Buenos Aires desde então. O argentino ingressou no Colégio de Cardeais em 2001.

Na Santa Sé, participava de diversos dicastérios: era membro da Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos, da Congregação para o Clero e da Congregação para os Institutos da Vida Consagrada e das Sociedades da Vida Apostólica, além do Conselho Pontifício para a Família e da Comissão Pontifícia para a a América Latina.

Ele era considerado "papável" desde o conclave que elegeu o alemão Bento 16 para suceder o polonês João Paulo 2º, em 2005. Com a renúncia do primeiro, o nome do arcebispo de Buenos Aires voltou a ficar entre os mais cotados ao posto de papa.

Em 2010, quando a modalidade foi permitida pela legislação argentina, o então arcebispo de Buenos Aires, que também disse que a adoção de uma criança por um casal gay é uma forma de discriminação ao jovem, entrou em confronto com o governo de Cristina Kirchner. A presidente argentina, por sua vez, replicou dizendo que a posição da Igreja evocava a época medieval.

CONCLAVE

Bergoglio foi eleito no segundo dia do conclave, após ao menos três votações. O escrutínio que lhe deu maioria ainda deverá ser confirmado.

Durante o conclave, os cardeais permanecem em absoluto isolamento, impedidos de vazar informações sobre as votações, sob pena de excomunhão. Eles foram vistos pela última vez na terça-feira, quando fizeram uma procissão rumo à Capela Sistina e deram início aos trabalhos.

Neste período, os cardeais ficam hospedados na Casa de Santa Marta, dentro do Vaticano. Lá, os quartos são sorteados, para que ninguém possa escolher seu vizinho, e não há telefone ou internet disponíveis.

Em 2005, o cardeal Joseph Ratzinger foi escolhido como papa em três dias de votação. (Folha de São Paulo)