domingo, 17 de fevereiro de 2013
Acabaram camarotes e meia-entrada para Elton John
Quem comprou ingresso para o show de Elton John, dia 10 de março, na pré-venda, pode já trocar o recibo pelo bilhete de entrada, no Chevrolet Hall. Na bilheteria de lá e pelo site Ingresso Rápido mais ingressos entraram em venda neste sábado (16). No entanto, só há cadeiras para serem arrematadas, os camarote estão esgotados. Esgotadas também as meia-entradas que foram disponibilizadas para os Setores 3 e 4. Os valores das cadeiras permanecem:
Cadeira Premium – R$ 1 mil
Cadeira VIP – R$ 800
Cadeira Setores 1 e 2 – R$ 700
Cadeira Setores 3 e 4 – R$ 600
( Fonte:Folha-PE)
Banco do Brasil deve instalar escritório na Rússia este ano
Caffarelli revelou que o objetivo é atender empresas brasileiras que se internacionalizam cada vez mais, e cita como exemplos a Embraer, a joalheria H. Stern, a fábrica de carrocerias Marcopolo, a Tramontina e o frigorífico JBS, dentre outros. Ele relaciona também clientes do BB que atuam na Rússia, como o Centro de Negócios Apex-Brasil e a Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo.
O executivo lembrou que as relações bilaterais Brasil-Rússia ganharam mais estatura nos últimos anos, a ponto de a corrente de comércio entre os dois países ter atingido US$ 5,9 bilhões em 2012, o que coloca o país europeu como 19º parceiro comercial brasileiro. Nossas exportações somaram US$ 3,1 bilhões, contra importações de US$ 2,8 bilhões, com superávit de US$ 350,1 milhões para o Brasil.
De acordo com Caffarelli, o BB vai atender as empresas brasileiras na Rússia, mas está de olho também na possível clientelização de empresas russas que porventura se instalem no Brasil, aproveitando a onda de internacionalização provocada pela globalização da economia. "É uma via de mão dupla", observou.
Da mesma forma que o BB se preparou para aumentar sua presença no mercado internacional, que começou para atender as grandes concentrações de brasileiros nos Estados Unidos e no Japão, e depois se espraiou para outros países, Caffarelli afirmou à Agência Brasil que existe tendência de outros bancos globais também atuarem no Brasil.
Além das aquisições do Banco Patagônia, na Argentina, e do EuroBank, nos Estados Unidos, o BB reforça sua atuação na Europa, com o escritório na Rússia, e na Ásia, com a transformação do escritório de Xangai em agência e com a abertura de uma distribuidora de títulos em Cingapura, que permite ao BB a negociação ininterrupta de papéis 24 horas por dia.
De acordo com o banco, existem ainda outros estudos em andamento visando ao crescimento nos mercados latino-americano, africano e asiático. As analises abrangem 70% da economia global, incluindo os maiores e mais representativos mercados, tanto em tamanho e crescimento quanto em rentabilidade.
A intenção, segundo Caffarelli, é fazer com que o BB se consolide como banco de referência para empresas e indivíduos brasileiros, além de sul-americanos em geral no exterior, tendo para isso que aumentar a representatividade de suas operações internacionais. ( Fonte: Terra.com.br)
Alemanha quer amplo acordo de livre comércio UE-EUA, diz ministro
domingo, 17 de fevereiro de 2013
BERLIM, 17 Fev (Reuters) - O ministro da Economia da Alemanha, Philipp Roesler, quer que a União Europeia e os Estados Unidos cheguem a um amplo acordo de livre comércio transatlântico, e não se contentem com o limitado acordo favorecido por alguns países do sul do bloco econômico.
Roesler disse à revista Der Spiegel neste domingo que ele e o governo europeu querem um amplo acordo de livre comércio, enquanto a França e países do sul da UE, em contraste, querem proteger sua indústria agrícola com regulações e afastar alimentos norte-americanos geneticamente modificados, informou a revista.
Roesler tem o apoio de um estudo elaborado pelo instituto econômico Ifo que mostrou que as vantagens de uma zona de livre comércio seriam maiores com um acordo abrangente.
"Queremos alcançar um grande avanço, não buscamos apenas o consenso mínimo", disse Roesler à Der Spiegel. "Seria danoso impor limites à pauta de negociações antecipadamente e excluir certos setores".
O estudo do Ifo, realizado pelo ministério da Economia, mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita cresceria 0,1 por cento na UE e 0,2 por cento nos EUA com o acordo de livre comércio se apenas barreiras alfandegárias fossem abolidas.
Mas o estudo projetou uma alta maior no caso de governos introduzirem padrões técnicos comuns, padrões de segurança e regras de competição, disse o Ifo.
OS EUA e a UE pretendem começar a negociar um vasto pacto de livre comércio até junho, mas o plano vai enfrentar muitos obstáculos antes de poder ajudar a reviver as duas maiores economias do mundo.
(Reportagem de Erik Kirschbaum)
BERLIM, 17 Fev (Reuters) - O ministro da Economia da Alemanha, Philipp Roesler, quer que a União Europeia e os Estados Unidos cheguem a um amplo acordo de livre comércio transatlântico, e não se contentem com o limitado acordo favorecido por alguns países do sul do bloco econômico.
Roesler disse à revista Der Spiegel neste domingo que ele e o governo europeu querem um amplo acordo de livre comércio, enquanto a França e países do sul da UE, em contraste, querem proteger sua indústria agrícola com regulações e afastar alimentos norte-americanos geneticamente modificados, informou a revista.
Roesler tem o apoio de um estudo elaborado pelo instituto econômico Ifo que mostrou que as vantagens de uma zona de livre comércio seriam maiores com um acordo abrangente.
"Queremos alcançar um grande avanço, não buscamos apenas o consenso mínimo", disse Roesler à Der Spiegel. "Seria danoso impor limites à pauta de negociações antecipadamente e excluir certos setores".
O estudo do Ifo, realizado pelo ministério da Economia, mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita cresceria 0,1 por cento na UE e 0,2 por cento nos EUA com o acordo de livre comércio se apenas barreiras alfandegárias fossem abolidas.
Mas o estudo projetou uma alta maior no caso de governos introduzirem padrões técnicos comuns, padrões de segurança e regras de competição, disse o Ifo.
OS EUA e a UE pretendem começar a negociar um vasto pacto de livre comércio até junho, mas o plano vai enfrentar muitos obstáculos antes de poder ajudar a reviver as duas maiores economias do mundo.
(Reportagem de Erik Kirschbaum)
G20 se opõe à guerra de moedas e não chega a acordo sobre dívida
Por Gernot Heller e Maya Dyakina
MOSCOU, 16 Fev (Reuters) - O G20, grupo que reúne as principais economias do mundo, declarou neste sábado que não deveria haver uma "guerra de moedas" e atrasou planos de que sejam estabelecidos novos objetivos de redução de dívidas, em um indício de preocupação com o frágil estado da economia mundial.
As políticas expansionistas do Japão, que deixaram baixar o yen, escaparam das críticas em um comunicado acordado em Moscou pelos responsáveis financeiros do G20, que reúne as economias desenvolvidas, emergentes e que são responsáveis por 90 por cento da economia mundial.
Após conversas mantidas por grande parte da noite, os ministros de finanças e presidentes de banco centrais concordaram com a formulação mais próxima da declaração conjunta da última terça-feira pelo G7, grupo das economias mais ricas e que apóiam taxas de câmbio determinadas pelo mercado.
Um esboço do comunicado visto por delegados na sexta-feira tinha se distanciado do comunicado do G7, mas a versão final incluiu um compromisso do G20 em conter-se ante desvalorizações competitivas e estabeleceu uma política monetária que possa apontar para a estabilidade de preços e crescimento.
"Essa linguagem foi reforçada em nossas discussões na noite passada", disse à imprensa o ministro canadense de finanças, Jim Flaherty. "É mais forte do que era, mas à noite ficou bastante claro que todo mundo na mesa quer evitar qualquer situação de dispunta monetária".
O comunicado a que a Reuters teve acesso antes da publicação não assinalava o Japão por suas agressivas políticas monetárias que fez baixar o yen a 20 por cento.
O texto refletia um apoio substancial, ainda que não completo, ao comunicado de G7, formado por Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha e Itália.
"Todos nós estivemos de acordo sobre o fato de que nós nos recusamos a entrar em qualquer guerra fiscal", disse ministro francês de finanças, Pierre Moscovici a repórteres.
José Sarney pretende tirar férias do poder com viagens pelos EUA e Europa
De 1º de Março até Junho, durante o Outono, o senador José Sarney (PMDB-AP) vai "tirar férias de 20 anos do Poder", segundo revelou a contato da coluna – ou oficialmente 120 dias de licença do Senado.
Os motivos: Vai aos Estados Unidos consultar médico para tratar joelho da esposa, dona Marli; depois faz com ela um tour pela Europa e neste período conclui a sua autobiografia. Ex-governador do Amapá, o suplente Jorge Nova da Costa assume a vaga no Congresso.
Decidiu complementar em novo livro, agora de seu próprio punho, mais detalhes de sua vida pessoal e pública além do tratado na recente biografia autorizada escrita por Regina Echeverria. Sarney não toca no assunto, mas aliados sabem o quanto o incomodou o livro de Palmério Dória, Honoráveis bandidos, sobre supostos bastidores da família.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Como funciona o Conclave na Eleição Papal
Conclave (do latim cum clave, que significa com chave) é a reunião em clausura muito rigorosa dos cardeais aquanto da eleição do Papa. Os cardeais permanecem incomunicáveis com o exterior até haver um Papa escolhido.
O conclave é um ritual praticamente inalterado desde há oito séculos: foi o Papa Gregório X que usou pela primeira vez a palavra em 1274 e instituiu a base dos actuais conclaves. Isto deveu-se à demorada sucessão do Papa Clemente IV, que demorou mais de um ano e meio. O Papa quis então prevenir que a escolha do Sumo Pontífice não demorasse tanto tempo, obrigando que a reunião tivesse de ser conclusiva.
Um conclave deve começar entre 15 e 20 dias depois da morte do Papa. Este prazo foi fixado na época medieval, quando viajar até Roma a partir de qualquer parte do mundo cristão era tarefa para demorar semanas, e embora hoje em dia os Cardeais possam fazê-lo em questão de poucas horas, manteve-se este intervalo para que os Cardeais aproveitem esse tempo para fazer reuniões entre si nas quais se debate o estado da Igreja ou, embora esteja teoricamente proibido, sondar alianças e candidatos. O intervalo denomina-se novemdiales. Este período termina com a missa Pro Eligendo Papa, com a presença de todos os Cardeais na Basílica de São Pedro na mesma manhã em que começa o conclave. Depois, os membros do Colégio Cardinalício dirigem-se à Capela Sistina, onde se fazem as votações.
Procedimento
O Cardeal Camerlengo certifica-se da morte do Papa.
Assim que ocorre o falecimento ou a renúncia de um Papa, a Sé Apostólica é considerada vacante (vaga) até à data da eleição do novo pontífice. Neste período, os assuntos da Igreja são entregues ao Cardeal Decano, ou Camerlengo, ao qual compete comprovar oficialmente a morte do Papa, fazendo-o na presença do Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, dos Prelados Clérigos e dos Secretário e Chanceler da Câmara Apostólica. O Camerlengo também redige a ata referente ao falecimento do Papa. Cumpre-lhe ainda a missão de convocar o Sagrado Colégio dos Cardeais, para que se reúnam em Conclave, o qual elegerá o novo Papa. O Camerlengo tem igualmente o encargo de recolher o selo e o anel pontifícios, encerrando os aposentos e dependências onde o pontífice defunto viveu e trabalhou, para que ninguém possa ter acesso aos mesmos. Se o Papa for sepultado na Basílica vaticana, cabe ao notário do capítulo da Basílica, ou ao cónego arquivista, a redação do documento oficial comprovativo.
Após a morte do Papa, e durante nove dias, os Cardeais celebram exéquias de sufrágio pela sua alma, de acordo com o que está estabelecido no documento Ordo Exsequiaram Romani Pontifici. O direito de eleger o Papa é exclusivo dos Cardeais, exceptuando-se aqueles que tenham cumprido os 80 anos antes do anúncio da Sé Apostólica vacante (o último Papa que não era Cardeal foi Urbano VI, em 1378; os últimos Papas que eram laicos à data da eleição datam do século X - João XII e Leão VIII). O número total de Cardeais eleitores não pode ser superior a 120. O Conclave realiza-se obrigatoriamente dentro do Estado do Vaticano (Capela Sistina), decorrendo as suas sessões no meio do maior secretismo e isolamento.
O Papa Paulo VI reformulou as regras de eleição do Papa, através do Motu Proprio Ingravescentem Aetatem, de 21 de novembro de 1970. A 1 de outubro de 1975, Paulo VI fez ainda publicar a Constituição Apostólica Romano Pontífice Eligendo, documento de 62 páginas, em que reafirma o disposto naquele Motu Proprio de 1970. Nesse documento, decretou três modalidades para a eleição do Papa: 'por aclamação' (um Cardeal propõe um nome e os outros Cardeais aceitam-no imediatamente); 'por compromisso', isto é, por aceitação do nome decidido por um grupo de Cardeais, e 'por votação'. Neste último caso, o nome do Cardeal mais votado tinha que somar dois terços dos votos. As normas de eleição do Pontífice Romano seriam revistas por João Paulo II, num documento de 34 páginas, a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, de 22 de fevereiro de 1996, a qual modifica certos pontos do disposto sobre a reunião plenária dos Cardeais para a eleição do Sumo Pontífice. No entanto, foi mantido o antigo princípio de que, durante o Conclave, o Espírito Santo guia as decisões de cada Cardeal. A Constituição Apostólica de João Paulo II introduziu uma grande novidade, ao restringir a eleição do Papa a uma só modalidade: 'por votação', ou seja, per scrutinium, post-scrutinium, que compreende três passos. O primeiro é a contagem dos votos, o segundo a sua verificação e o terceiro a sua destruição pelo fogo.
Todos os Cardeais eleitores estão obrigados a manter segredo absoluto sobre tudo quanto respeite às sessões do Conclave. É-lhes vedado comunicar com o exterior por correio, via telefónica ou qualquer outro meio. A regra do sigilo é extensiva a todas as pessoas chamadas a prestar apoio técnico ou logístico às sessões do Conclave: alguém apanhado a utilizar um receptor ou transmissor, será imediatamente expulso e punido com sanções morais que podem chegar à gravidade da excomunhão, a qual não se aplica aos Cardeais eleitores, uma vez que estão obrigados, em consciência, a respeitar a regra do sigilo (graviter onerata ipsorum conscientia).
É normal que os conclaves durem entre 2 a 5 dias (entre os do século XX o mais rápido foi o de 1939 que elegeu Pio XII em dois dias e três votações e o mais demorado o de 1922 que elegeu Pio XI em cinco dias e catorze votações. Os conclaves mais antigos tanto poderiam arrastar-se longamente (como o da eleição do Papa Celestino V entre 1292 e 1294 que demorou 27 meses) ou ficar decididos em poucas horas, como o de 1503 de onde saiu eleito o Papa Júlio II.
Preparação
Uma vez celebradas as exéquias do Pontífice falecido, prepara-se o Conclave, o qual poderá ter início no 15.º dia seguinte à morte do Papa, nunca ultrapassando o 20.º dia. Como já se disse, o Conclave tem lugar dentro do Vaticano. O local deve proporcionar um adequado isolamento dos Cardeais em relação ao exterior e também o seu alojamento em dependências próximas do Conclave. Há cerca de um século, passou a realizar-se na Capela Sistina, antes a capela primitiva dos Papas e 'coração' da Basílica de São Pedro e da própria Cidade de Vaticano.
O Conclave é antecedido de missa solene em que participam todos os Cardeais. Finda a liturgia, duas mesas são introduzidas na Capela Sistina, sendo colocadas na zona do altar-mor. A primeira é coberta com um pano de cor púrpura e sobre ela são colocados três grandes vasos de vidro transparente e uma bandeja de prata. A segunda é reservada aos três Cardeais escrutinadores.
Posto isto, os Cardeais eleitores dirigem-se às suas cadeiras, marcadas com os seus nomes. Estando todos nos seus lugares, o Cardeal Camerlengo, encarregue de dirigir todo o cerimonial e protocolo do Conclave, profere a frase latina Extra omnes. É a ordem para que todos os estranhos abandonem rapidamente a Capela Sistina. Os elementos do coro que participaram na missa, jornalistas, equipas de televisão, etc., saem então da Capela, cujos acessos são fechados a sete chaves.
Início do Conclave
O Camerlengo lê o juramento solene que obriga todos os Cardeais eleitores a aceitar as condições do eligendo, a rejeitar todas as influências externas e a manter secretas as suas deliberações. Feita esta leitura, o Camerlengo procede à chamada dos eleitores. Ao ouvir o seu nome, cada Cardeal levanta-se e dirige-se para a mesa onde estão os três vasos de vidro e a bandeja de prata, perante a qual, em voz alta, declara: "Eu (diz o seu nome) prometo, obrigo-me e juro". Pondo a mão direita sobre as Escrituras, acrescenta: "E Deus me ajude e estes Evangelhos que toco com a minha mão". Findo o juramento por parte de todos os eleitores, O Camerlengo chama a atenção dos Cardeais para a importância das suas decisões e a necessidade de guardarem bem vivo "o bem da Igreja". Conclui: "Que o Senhor vos abençoe a todos!"
Depois, por sorteio, efectua-se a eleição dos três Cardeais escrutinadores, os quais assumem a responsabilidade de verificar e contar os votos; passam a receber, por ordem de eleição, a designação de 1.º, 2.º e 3.º escrutinador. Pelo mesmo método são sorteados os três Cardeais infirmarii. Compete-lhes recolher os votos dos Cardeais que adoeceram, eventualmente, durante o Conclave. Ficam recolhidos em aposentos contíguos à Capela Sistina, na Casa de Santa Marta, dirigida por religiosas, onde também se alojam os restantes Cardeais eleitores. Por fim, sorteiam-se os três Cardeais revisores, encarregues de fiscalizar os trabalhos dos Cardeais escrutinadores. Para cada um dos três sorteios utilizam-se tiras de papel que são depositadas nos três vasos de vidro que, como referido, se encontram sobre a mesa situada junto do altar-mor da Capela Sistina
Votação
Chegada a hora da votação, cada Cardeal pega num boletim, de papel branco e forma retangular, que tem escrito na parte superior Eligo in summum pontificem (Elejo como Sumo Pontífice), com espaço para escrever o nome escolhido. Exige-se caligrafia clara e em letras maiúsculas, mas impessoais. O voto deve ser dobrado ao meio, e, com este apertado entre as mãos, recolhe-se em oração silenciosa: "Chamo como testemunho Jesus Cristo, o Senhor, que seja meu juiz, que o meu voto seja dado àquele que perante Deus considero dever ser eleito".
Votam primeiramente os Cardeais mais idosos. Um a um, os Cardeais dirigem-se para a mesa junto ao altar-mór, depositam o seu voto na bandeja de prata, e depois levantam-na até a altura da boca do primeiro vaso de vidro. Inclinam a bandeja e o voto cai dentro do vaso. Acabada a votação, o 1.º Cardeal escrutinador agarra no vaso de vidro e leva-o para a mesa de escrutínio. Uma vez aí, agita-o energicamente, para que os votos fiquem bem misturados. Logo a seguir, deita os votos no segundo vaso de vidro. Um a um, conta-os em voz alta, como mandam as normas canónicas, para que todos ouçam distintamente e sem qualquer dúvida (caso os votos contados não correspondam ao total de Cardeais eleitores, serão queimados e passar-se-á a segunda votação).
Assim, o primeiro escrutinador pega no vaso de vidro e tira um voto. Desdobra-o e anota numa folha de papel o nome do candidato a Papa que dele consta. Passa o voto ao segundo escrutinador, que procede de igual modo, entregando o voto ao terceiro escrutinador. Em voz alta e de maneira inteligível, como manda o eligendo, este lê cada nome votado. A operação repete-se até que todos os votos estejam escrutinados (contados e anunciados).
Após todos os votos estarem escrutinados, o terceiro escrutinador fura e cose cada boletim de voto com agulha e linha. Com diz o eligendo, a agulha tem que perfurar a palavra latina eligio (elejo) impressa no voto. Quando todos os votos estiverem cosidos, mete-os no terceiro vaso de vidro. Aqui chegados, cabe a cada um dos três escrutinadores somar os votos constantes do papel em que os foi anotando.
Chega a vez dos Cardeais revisores. Dirigem-se à mesa de escrutínio e, cada um por seu lado, contam os votos cosidos à linha e conferem o número total de votos com o registo feito por cada escrutinador. Devem cumprir a sua tarefa exata e fielmente, como diz o eleigendo.
Pós-votação não concludente
Se o escrutínio não for concludente, isto é, se o nome de um candidato não somar dois terços dos votos, volta tudo à primeira forma. O Camerlengo pede aos eleitores as notas pessoais que porventura tomaram durante a eleição. Tais notas, juntamente com a totalidade dos votos, são metidas numa caixa onde já se encontram as tiras de papel respeitantes ao sorteio dos Cardeais escrutinadores, infirmarii e revisores. A caixa é conduzida para o fogão contíguo à Capela Sistina, onde tudo é queimado. Para que o fumo saia negro, sinal de que ainda não foi eleito Papa, junta-se um pouco de palha molhada.
A votação, se tal for necessário, pode repetir-se até sete vezes por períodos de três dias. No caso de três dias sem resultados, suspendem-se os escrutínios durante o máximo de um dia, com o fim de criar uma pausa para oração e livre colóquio entre os Cardeais eleitores.
Pós-votação concludente
Uma vez realizada canonicamente a eleição do novo Papa, o último dos Cardeais Diáconos chama dois Cardeais: o Secretário do Colégio dos Cardeais e o Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias. Então, o Cardeal Diácono, em nome de todo o Colégio de eleitores, pede o consentimento do Cardeal que foi eleito Papa com as seguintes palavras:
- Reverendo Cardeal, aceitas a tua eleição canónica como Sumo Pontífice?
- Aceito em nome do Senhor (o Cardeal pode rejeitar e volta-se a fazer uma nova votação).
O Decano volta a inquirir:
- Como queres que te chamemos?
O novo Papa diz o nome que deseja adotar. A seguir, recebe o 'acto de obediência' por parte de todos os Cardeais. Um a um, prostram-se diante dele e osculam-lhe o pé direito.
Fumo branco saindo da chaminé do fogão da Capela Sistina.
A caixa que contém os votos, os apontamentos dos Cardeais e as tiras do sorteio dos escrutinadores é levada a queimar dentro do fogão da Capela Sistina, sem palha molhada. Sai fumo branco, sinal de que foi eleito um novo Papa. Pouco depois, o primeiro dos Diáconos vai à varanda da Basílica de São Pedro anunciar a boa nova:
Annuntio vobis gaudium magnum:
Habemus Papam!
Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum,
Dominum [primeiro nome],
Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem [apelido],
qui sibi nomen imposuit [nome papal].
"Anuncio-vos com a maior alegria!:
Temos Papa!
Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor,
Senhor [primeiro nome],
Cardeal da Igreja Católica Romana [apelido],
que escolheu para si o nome de [nome papal]."
Mais tarde, o Papa recém eleito assomar-se-á à varanda da Basílica. O seu primeiro gesto é a Bênção Urbi et Orbi, lançada sobre a cidade de Roma e o Mundo.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Santa Maria Mãe de Jesus ( Nossa Senhora) Mãe rogai por nossa Igreja Católica.
Maria
(hebraico: מִרְיָם, Miriam; aramaico: Maryām; árabe: مريم, Maryam; grego: Μαρία, María), também conhecida como Maria de Nazaré, Santa Maria, Mãe Maria, Virgem Maria, Nossa Senhora, Santíssima Virgem Maria, Theotokos, Maria, Mãe de Deus e, no Islã, como Maria, Mãe de Isa, foi uma mulher israelita de Nazaré, Galiléia, que viveu no final do século 1 a.C. e início do século 1 d.C., é considerada pelos cristãos como a primeira adepta ao cristianismo. Ela é identificada no Novo Testamento e no Alcorão como a mãe de Jesus através da intervenção divina (Mateus 1:16-25, Lucas 1:26-56, Lucas 2:1-7). Jesus é visto como o messias — o Cristo — em ambas as tradições, dando origem ao nome comum de Jesus Cristo.
Os evangelhos canônicos de São Mateus e São Lucas descrevem Maria como uma virgem (grego: παρθένος, parthenos). Tradicionalmente, os cristãos acreditam que ela concebeu seu filho milagrosamente pela ação do Espírito Santo. Os muçulmanos acreditam que ela concebeu pelo comando de Deus. Isso ocorreu quando ela estava noiva de José e aguardava o rito do casamento, que tornaria a união formal. Ela se casou com José e o acompanhou a Belém, onde Jesus nasceu. De acordo com o costume judaico, o noivado teria ocorrido quando ela tinha cerca de 12 anos, o nascimento de Jesus aconteceu cerca de um ano depois.
O Novo Testamento começa o seu relato da vida de Maria com a anunciação, quando o anjo Gabriel apareceu a ela anunciando que Deus a escolheu para ser a mãe de Jesus. A tradição da Igreja e os escritos apócrifos afirmam que os pais de Maria eram um casal de idosos, São Joaquim e Santa Ana.
A Bíblia registra o papel de Maria em eventos importantes da vida de Jesus, desde o seu nascimento até a sua ascensão. Escritos apócrifos falam de sua morte e posterior assunção ao céu.
Os cristãos da Igreja Católica, da Igreja Ortodoxa, da Igreja Ortodoxa Oriental, da Igreja Anglicana e da Igreja Luterana acreditam que Maria, como mãe de Jesus, é a Mãe de Deus (Μήτηρ Θεοῦ) e a Theotokos, literalmente Portadora de Deus. Maria foi venerada desde o início do cristianismo. Ao longo dos séculos ela tem sido um dos assuntos favoritos da arte, da música e da literatura cristã.
Há uma diversidade significativa nas crenças e práticas devocionais marianas entre as grandes tradições cristãs. A Igreja Católica tem uma série de dogmas marianos, como a Imaculada Conceição de Maria e Assunção de Maria. Os católicos se referem a ela como Nossa Senhora e a veneram como a Rainha do Céu e Mãe da Igreja, Mãe fonte de misericórdia. (Fonte: Wikipedia)
Vaticano ainda resiste a papa não-europeu, dizem analistas. Os mais cotados a novo Papa o italiano Angelo Scola, de 71 anos e o americano Timothy Dolan, de 62 anos
A possibilidade de a vaga deixada em aberto pela saída do papa Bento XVI, que anunciou sua renúncia nesta segunda-feira, ser ocupada por um candidato vindo de fora da Europa existe, mas enfrenta forte resistência da máquina administrativa da Igreja, na opinião é do vaticanista americano Kevin Eckstrom.
Segundo ele, apesar de o Vaticano ter feito seguidos esforços de internacionalização, nomeando nos últimos anos cardeais de vários países emergentes, o sucessor do atual pontífice precisaria passar pelo aval da Cúria Romana, dominada por europeus, o que reduziria as chances de um potencial cardeal que não tenha nascido no continente ao posto, como por exemplo um latino-americano ou um asiático.
Na segunda-feira, o papa Bento 16 anunciou que renunciaria ao pontificado no final de fevereiro deste ano por problemas de saúde.
"As chances de que o novo papa seja um não-europeu são boas, mas seria preciso primeiro convencer a Cúria", afirma Eckstrom.
A Cúria, que significa "corte" em latim, é o órgão administrativo da Igreja Católica, responsável por zelar pelo bom funcionamento da máquina burocrática do Vaticano e que assiste o papa em suas funções.
Eckstrom acredita que o italiano Angelo Scola, de 71 anos, atual arcebispo de Milão, segue favorito na lista de sucessão papal. Correndo por fora, na sua avaliação, estaria o americano Timothy Dolan, de 62 anos, que se tornou a principal voz do catolicismo nos Estados Unidos depois de ter sido nomeado arcebispo de Nova York em 2009.
O professor de Teologia da PUC-Rio, Paulo Fernando Carneiro de Andrade, concorda e lembra que a definição dos critérios para a escolha do novo pontífice é complexa.
"A escolha do novo pontífice não necessariamente leva em conta o tamanho da população católica do país de onde ele vem", diz.
"O perfil buscado tem mais a ver com a capacidade de saber convergir os interesses da Cúria e, assim, garantir um bom funcionamento da Igreja Católica", acrescenta.
Brasil
Neste sentido, Carneiro de Andrade lembra que, embora o Brasil tenha a maior população católica do mundo, a importância geopolítica do país é inferior à de regiões onde a expansão do catolicismo tem sido foco de atenção da cúpula do Vaticano.
"A Igreja Católica tem olhado com bastante atenção o crescimento da população católica na Ásia e na África".
Para ele, um indicativo de que as chances de um novo pontífice não-europeu aumentaram no final do ano passado, veio quando, "surpreendentemente", o Vaticano nomeou seis novos cardeais, sendo cinco deles de países emergentes.
"Essa nomeação aconteceu depois de outra, no início de 2012, o que, para alguns, foi interpretado como um acréscimo na lista inicial de novos cardeais. Mas, no fim das contas, causou surpresa que a grande maioria dos indicados fosse de países emergente."
Em sua conta do Twitter, o teólogo brasileiro Leonardo Boff, fundador da chamada Teologia da Libertação e que chegou a conhecer pessoalmente o Papa Bento 16, pediu que seu sucessor viesse dos países emergentes.
"Os dois cardeais negros, Arinze (Nigéria) e Turkson (Gana) são mais romanos que Roma. 52% dos católicos vive no Terceiro Mundo. Merecemos um Papa. O meu é Madariaga (sic) (Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, de Honduras)."
Legado
Para os especialistas ouvidos pela BBC Brasil, o legado do papa Bento 16 pode ser classificado como dicotômico.
"Ao mesmo tempo em que Bento XVI focou em atrair a atenção dos seculares, incluindo os ateus, não teve sucesso em estabelecer um diálogo tão estreito com o Islã", diz Eckstrom.
"Além disso, não conseguiu solucionar questões internas da Igreja Católica, como as denúncias relacionadas à pedofilia", acrescenta.
Na visão de Carneiro de Andrade, da PUC-Rio, o papa Bento 16 cumpriu seu papel exclusivamente como um "pontífice de transição".
Para os dois analistas, entretanto, o próximo papa terá de encarar grandes desafios.
"A Igreja Católica está sofrendo uma sangria de fiéis. Será preciso que o sucessor de Bento 16 reavalie principalmente a forma como o Vaticano está se comunicando com os católicos", diz Eckstrom.
"Não se trata de uma mudança profunda de princípios, mas na maneira como as regras são discutidas com os membros da comunidade", acrescenta.
"A escolha de um não-europeu como próximo papa poderia ser interpretado como um sinal de renovação da Igreja", defende Carneiro de Andrade. ( Fonte: Uol Noticias)
CAPIBA O Poeta do Frevo
Lourenço da Fonseca Barbosa, mais conhecido como Capiba (Surubim, 28 de outubro de 1904 — Recife, 31 de dezembro de 1997) foi um músico e compositor brasileiro. Tornou-se o mais conhecido compositor de frevos do Brasil.
Capiba é filho de uma família de músicos (Severino Atanásio de Souza Barbosa, seu pai, foi maestro da banda municipal de Surubim[1]), e aos oito anos de idade já tocava trompa. Ainda pequeno mudou-se com a família para o estado da Paraíba. Lá, ainda criança trabalhava como músico pianista em cinemas.[2]
Chegou a jogar como zagueiro no Campinense Clube, porém abandonou os gramados e aos 20 anos de idade gravou seu primeiro disco com a valsa "Meu Destino".
Com 26 anos de idade, mudou-se para o Recife. Aprovado em concurso, tornou-se funcionário do Banco do Brasil. O que lhe rendeu sustento financeiro e lhe deu tempo para se aprimorar como músico.
1931, Funda a Jazz Band Acadêmica e, com Hermeto Pascoal e Sivuca, funda o trio "O Mundo Pegando Fogo".
1934, Consolidou-se como autor, vencendo uma disputa de músicas carnavalescas, com o frevo-canção É de amargar. Uma de suas obras mais conhecidas.
1938, termina o curso de Direito da Faculdade de Direito do Recife, mas nunca apanharia o diploma e nunca seguiu carreira.
1945 Teve seu primeiro sucesso nacional com a canção Maria Betânia, gravada por Nelson Gonçalves, em 1945.
Falecido em 31 de dezembro de 1997, de infecção generalizada, depois de passar dez dias
Fundador e diretor da orquestra Jazz Band Acadêmica.
Diretor do Teatro do Estudante e do Teatro Popular do Nordeste.
Obra
Capiba escreveu mais de 200 canções, em sua maioria de frevo, mas também de samba e música erudita. Várias são sempre lembradas nos carnavais de Pernambuco.
Também musicou poemas de Carlos Drummond de Andrade, Vinício de Morais e outros poetas brasileiros.
Autor de mais de 200 canções, não apenas frevo, como também outros vários gêneros: de samba à música erudita. Entre os seus sucessos, estão: Maria Batânia (canção); A Mesma Rosa Amarela (samba); Serenata Suburbana (guarânia); Verde Mar de Navegar (maracatu) e vários outros. No gênero frevo, compôs mais de cem canções.[2]
Uma de suas canções carnavalescas mais famosas é É de Amargar. Ela foi vencedora de um festival de frevo em Pernambuco, em 1934. Entre outros prêmios, em 1967 conquistou o 5° lugar no Segundo Festival Internacional da Canção, com a música São os do Norte que Vêm.
Capiba produziu uma obra caudalosa, tanto gravada, quanto inédita (neste último item, estima-se que tenha deixado mais de quatro centenas de composições, entre frevos, peças eruditas
Parceiros
Capiba teve diversos parceiros nas suas composições. Alguns deles:
Carlos Pena Filho
Fernando Lobo
Carlos Drummond de Andrade
Manuel Bandeira
Vinícius de Moraes
Ariano Suassuna
João Cabral de Mello Neto
Ascenso Ferreira
Jorge de Lima.
Algumas composições
Valsa Verde (1931)
É de Tororó (1932)
É de Amargar (1934)
Quem Vai Pro Farol é o Bonde de Olinda (1937)
Guerreiro de Cambinda (1938)
Gosto de te Ver Cantando (1940)
Linda Flor da Madrugada (1941)
Quem Dera (1942)
Maria Betânia (1944)
Não Agüento Mais (1945)
Que Bom Vai Ser (1945)
E… Nada Mais (1947)
É Luanda (1949)
Olinda Cidade Eterna (1950)
Madeira que Cupim Não Roi (1963) ( Fonte : Wikipedia)
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Claudionor Germano, Considerado uma das vozes mais belas do frevo pernambucano
Claudionor Germano da Hora
19/04/1932 Recife, Pernambuco, cantor.
Em 1947 iniciou a carreira artística na Rádio Clube de Pernambuco como croner do grupo Ases do Ritmo. Em 1948 o grupo foi escolhido como o melhor grupo vocal do ano.
A seguir decidiu segui carreira individual e logo depois foi contratado pela Rádio Tamandaré.
Posteriormente atuou na Rádio Jornal do Comércio onde trabalhou com o maestro Guerra Peixe.
Em 1951, ainda com os Ases do Ritmo gravou o samba "Eu não posso viver sem mulher", de Victor Simom e David Raw e a marcha "Vai ser pra mim", de José Roy, Vladimir de Melo e Orlando Monello. Em 1953 gravou seu primeiro disco na Copacabana interpretando o frevo canção "História de pierrô", de Genival Macedo e Hilário Marcelino.
Com a inauguração da emissora de televisão da Rádio Jornal do Comércio no Recife, onde passou a atuar, conseguiu projeção nacional mesmo sem deixar o Recife.
Em 1955 participou da primeira gravação da gravadora pernambucana Mocambo interpretando o frevo canção "Boneca", de Aldemar Paiva e José Meneses.
Em 1957 lançou na mesma gravadora o "Frevo nº 3", de Antônio Maria. Logo em seguida gravou outro disco cantando pela primeira vez nos dois lados, pois até então dividira o disco com outros intérpretes. Cantou na ocasião o frevo canção "Super-campeão", de Nelson Ferreira e a marcha exaltação "O mais querido", de Capiba.
Em 1959 lançou dois LPs, o primeiro foi "O que eu fiz...e você gostou - Carnaval cantado de Nelson Ferreira", com músicas do maestro Nelson Ferreira. O segundo foi "Capiba - 25 anos de frevo", com composições de Capiba e que bateu recordes de vendagem. Em 1961 gravou o LP "Canaval começa com "C" de Capiba, no qual interpretou diversas composições do compositor entre as quais "Vamos pro frevo", "Nem que chova canivete" e "Frevo dos namorados".
No mesmo ano foi escolhido o melhor cantor do Rádio e da Televisão de Recife, fato que se pepetiria por quatro anos seguidos.
Ainda naquele ano lançou o LP "Sambas de Capiba", onde se destacou "A mesma rosa amarela", parceria de Capiba e Carlos Pena Filho e que alcançou enorme sucesso.
Em 1962 gravou na Mocambo o samba "Manhã da tecelã", de Capina e Carlos Pena Filho.
No mesmo ano gravou a marcha hino "Brasil, campeão do mundo", de Nelson Ferreira e Aldemar Paiva e o cha cha cha "Garrincha cha", de Rutinaldo, em homenagem ao jogador Garrincha. As duas gravações eram alusivas ao bi campeonato mundial de futebol conquistado pelo Brasil na ocasião.
Em 1966 tomou parte do I Festival Internacional da canção na TV Rio no Rio de Janeiro defendendo a "Canção do amor que não vem", de Capiba.
Em 1967 obteve o quinto lugar na fase nacional do mesmo festival com a música "São os do Norte que vem", de Capiba e Assenso Ferreria.
Em 1968 voltou a participar do FIC com o samba-afro "Por causa de um amor", de Capiba. Durante muitos anos cantou à frente da orquestra de Nelson Ferreira.
Entre 1979 participou ativamente do Frevança, festival carnavalesco do Recife. Viajou aos Estados Unidos e ao Japão, apresentando-se nas cidades de Miami, Nova York e Tóquio como parte da excursão "Vôo do frevo", destinada a divulgar o gênero no exterior.
Em 1980 lançou o LP "O bom do carnaval", pela RCA Camden, interpretando entre outras músicas, "Viva o Recife", de Sergio Andrade e Zezinho Franco, "Colombina", de Miguel Brito e Aramndo Sá e "Eu quero é ver", de Capiba.
No mesmo ano lançou pela Rozenblint os LPs "Baile da saudade", volumes I e II, com a Orquestra de Frevos de Nelson Ferreira. Em 1984 participou do LP "Capiba - 80 anos", do qual fizeram parte também Expedito Baracho, a cantora Martha e a Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco. Na ocasião interpretou entre outras músicas de Capiba, "É de amargar", "Maria Bethânia" e "Sem lei nem rei". Foi grande divulgador da obra de Capiba e de Nelson Ferreria. De Capiba, que o considerava seu intérprete favorito, gravou mais de 120 músicas. Destacou-se como um dos mais importantes intérpretes de frevo-canção e dos frevo-de-rua.
Tomou parte entre 1990 e 1995 do Recifrevo, outro festival carnavalesco do Recife.
Em 2000 produziu e lançou três CDs, com o título geral de Paranambuco, nome original do Estado de Pernambuco. Um dedicado ao frevo canção, outro ao frevo de bloco e o terceiro ao maracatu e caboclinho. Estão presentes, entre outras composições, "Pimenta no pé", de Fred Monteiro, "Saudades do Recife", de Arlete Santos e "A dor de uma saudade", de Edgar Ferreira, além de um pout-pourri de Capiba. O lançamento marcou uma reviravolta e uma renovação na carreira do artista.
Em 2002, apareceu no CD "Mestre Capiba", homenagem ao compositor pernambucano coordenado por Raphael Rabello e finalizado por sua irmã Luciana Rabello no qual interpretou um pot pourri de frevos.
Discografia
(2000) Frevo canção • CD
(2000) Maracatu e caboclinho • CD
(2000) Frevo de bloco • CD
(1997) Vinte super sucessos-História do Carnaval-Claudionor Germano • Polydisc • CD
(1993) 25 anos de frevo-Capiba. Orquestra de Nelosn Ferreira • Polydisc • CD
(1993) Nelson Ferreira-Meio século de frevo canção • Polydisc • CD
(1984) 80 anos de Capiba. Com a Orquestra de cordas dedilhadas de Pernambuco • Funarte • LP
(1981) O Bom do carnaval (Tá bom demais) • LP
(1980) Baile da Saudade I-Claudionor Germano e Orquestra de Frevos de Nelson Ferreira • LP
(1980) Baile da Saudade II-Claudionor Germano e Orquestra de Frevos de Nelson Ferreira • LP
(1980) O Bom do carnaval • LP
(1972) Dozinho e seu carnaval - Cirandas • Musicolor • LP
(1964) Saudade • Mocambo • 78
(1963) Cabelos brancos • Mocambo • 78
(1962) Encontro marcado • Mocambo • 78
(1962) O homem da bengala • Mocambo • 78
(1962) Manhã da tecelã • Mocambo • 78
(1962) Brasil, campeão do mundo/Garrincha cha • Mocambo • 78
(1961) Carnaval começa com C de Capiba • Rozemblit • LP
(1961) Sambas de Capiba • Rozemblit • LP
(1961) O que faltou você pediu • Rozemblit • LP
(1959) Minha súplica/Se eu voltar a teu lado • Mocambo • 78
(1959) 25 anos de frevo-Capiba • Rozemblit • LP
(1959) O que eu fiz... E você gostou • Rozemblit • LP
(1958) Brasil-Campeão do mundo • Mocambo • 78
(1958) Linda libanesa/Eu vou beber • Mocambo • 78
(1958) Frevo dos namorados • Mocambo • 78
(1958) Caiu a sopa no mel • Mocambo • 78
(1957) Eu quero uma mulher • Mocambo • 78
(1957) Frevo nº 3 • Mocambo • 78
(1957) Super-campeão/O mais querido • Mocambo • 78
(1956) Agora é tarde • Copacabana • 78
(1955) Boneca • 78
(1953) História de pierrô • Copacabana • 78 ( Fonte: O Nordeste.com)
The Best Singer Donna Summer Apresenta: Nelson Ferreira um dos maiores compositores de frevo.
Nelson Heráclito Alves Ferreira (Bonito, 9 de dezembro de 1902 — Recife, 21 de dezembro de 1976) foi um compositor brasileiro.
Tendo de sua autoria composições de vários ritmos e estilos, como foxtrote, tango, canção, especializou-se e foi conhecido no Brasil como compositor de frevos.
Biografia
Nelson Ferreira nasceu em Pernambuco, filho de um violonista vendedor de jóias e de uma professora primária. Aprendeu a tocar violão, violino e piano. Fez sua primeira composição aos catorze anos, a valsa Vitória, sob encomenda.
Tocou em pensões, cafés e saraus e nos cinemas Royal e Moderno, no Recife, sendo considerado o pianista mais ouvido na época do cinema mudo.
Foi diretor artístico da Rádio Clube de Pernambuco, convidado por Oscar Moreira Pinto. Também Diretor artístico da Fábrica de Discos Rozenblit, selo Mocambo, única gravadora de discos instalada nos anos 1950 fora do eixo Rio/São Paulo. Estudou no Grupo Escolar João Barbalho - Recife/PE. Maestro, formou uma orquestra de frevos cuja fama percorreu todo o Brasil.
Composições
Nalson Ferreira é um dos nordestinos com maior número de músicas gravadas na discografia brasileira. Grande parte delas, no entanto, restringiu-se a Pernambuco e ao Nordeste.
Sua primeira composição gravada foi Borboleta não é ave, em parceria com J. Borges pela gravadora Odeon, em 1924 pelo Grupo do Pimentel, como samba, e pelo cantor Baiano, como marcha.
A composição mais famosa, um frevo de bloco, foi Evocação número 1, a primeira das 7 evocações compostas por ele, e que foi sucesso no carnaval de 1957 no Rio de Janeiro, cantada em ritmo de marcha.[1]
Outras composições de sua autoria, famosas na época:
Não puxa, Maroca
Dedé
O dia vem raiando
Quarta-feira ingrata
Frevo da saudade
Chora, palhaço
Boca de forno
Sabe lá o que é isso? [2]
Pernambuco, você é meu
Cabelos brancos
Bem-te-vi
Arlequim
Veneza americana
Bloco da vitória [3]
Nelson Ferreira compôs o hino do Bloco Timbu Coroado, que sai pelas ruas do bairro dos Aflitos, no Recife, no domingo de Carnaval e pertence ao Clube Náutico Capibaribe. Para este clube, também fez o frevo Come & Dorme, talvez a música que mais esteja associada ao futebol alvirrubro pernambucano. Também é o autor do frevo-canção Cazá Cazá Cazá(1955), após o pedido na época do jovem Eunitônio Edir Pereira, que anos depois iria compor o Hino Oficial do Sport Club do Recife.
Parceiros
Nelson Ferreira teve como parceiros musicais, entre outros:
Sebastião Lopes
Ziul Matos
Aldemar Paiva
Oswaldo Santiago
Eustórgio Wanderley
Evocações
As composições da série Evocações foram feitas para homenagear carnavalescos companheiros seus
Felinto
Pedro Salgado
Fenelon
Mário Melo
e outros compositores e imortais da poesia, tais como:
Manuel Bandeira
Ataulfo Alves
Lamartine Babo
Francisco Alves
Intérpretes
Além de Claudionor Germano, um de seus maiores intérpretes, cantor de frevos de outros compositores, principalmente Capiba, também gravaram composições de Nelson Ferreira os cantores:
Francisco Alves
Almirante
Carlos Galhardo
Aracy de Almeida
Joel Batista
Nelson Gonçalves
Expedito Baracho
Homenagens
Em vida
Nelson Ferreira recebeu homenagens de prefeituras, governo do estado, clubes e entidades carnavalescas.
Recebeu, também, do presidente Médici a condecoração de Oficial da Ordem Rio Branco.
Após a morte
O maestro Vicente Fittipaldi declarou, em depoimento no livro de Valter de Oliveira (médico, composistor e ator), o seguinte:
"Ele era como Mário Melo, Ascenso Ferreira, Valdemar de Oliveira, uma das instituições da cidade. Era, com sua música, aquilo que Garrincha foi para o futebol, a alegria do povo."
Gilberto Freyre escreveu, no Diario de Pernambuco:
"O vazio que deixa é o que nos faz ver como era grande pela sua música, pelo seu sorriso, pela sua fidalguia de pernambucano."
Em sua homenagem foi erigido um busto, em praça que tomou o seu nome, onde antes foi um antigo casarão, sua residência na Avenida Mário Melo.
Dia do Frevo
Desde 2007 tramita no Congresso Nacional o projeto de lei, proposto pela ex-deputada Ana Arraes, que institui o dia 9 de dezembro, data do nascimento de Nelson Ferreira, como Dia Nacional do Frevo.[4][5]
Ligações externas
Fundação Joaquim Nabuco
Frevos de Pernambuco
MPB Cifrantiga
Entrevista com Angela Belfort, autora do livro "Nelson Ferreira, o dono da música"
Notas
Felinto, Pedro Salgado,
Guilherme, Fenelon,
cadê seus blocos famosos?
Bloco das Flores, Andaluza,
Pirilampos, Apois Fum,
dos carnavais saudosos...
↑ Sabe lá o que é isso é um dos sucessos de Nelson Ferreira, cantado como o hino do clube carnavalesco Batutas de São José.
↑ Tido como uma das composições das Evocações, foi feito para comemorar a vitória do então candidato Cid Sampaio ao governo de Pernambuco. ( Fonte:Wikipedia)
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