quinta-feira, 7 de março de 2013
O Escândalo Vatileaks ( Escândalos de corrupção anuncia a crise da Igreja Católica)
Paolo Gabriele o mordomo infiel do Papa Bento XVI
O escândalo veio à tona em janeiro de 2012, quando o jornalista italiano Gianluigi Nuzzi publicou cartas de Carlo Maria Viganò, anteriormente o segundo administrador do Vaticano, em que ele implorava para não ser transferido por ter exposto uma suposta corrupção que custou a Santa Sé um aumento de milhões nos preços do contrato. Viganò está atualmente no Núncio Apostólico dos Estados Unidos.
Nos meses seguintes, o escândalo aumentou com documentos que vazaram para jornalistas italianos, revelando uma luta pelo poder no Vaticano sobre seus esforços para mostrar maior transparência financeira e cumprir com as normas internacionais de combate à lavagem de dinheiro. Também no início de 2012, uma carta anônima virou manchete por seu alerta de uma ameaça de morte contra o Papa Bento XVI.O escândalo agravou-se em maio de 2012, quando Nuzzi publicou um livro intitulado Sua Santidade, as Cartas Secretas de Bento XVI que consiste de cartas confidenciais e memorandos entre o Papa Bento XVI e seu secretário pessoal, um livro polêmico que retrata o Vaticano como um foco de intrigas, confabulações e confrontos entre facções secretas. O livro revela detalhes sobre finanças pessoais do Papa, e inclui histórias de subornos feitos para obter uma audiência com ele.
Paolo Gabriele, que foi mordomo pessoal do papa desde 2006, é acusado de ter vazado a informação para Gianluigi Nuzzi. Gabriele foi preso em 23 de maio depois que cartas confidenciais e documentos endereçados ao papa e outras autoridades do Vaticano serem supostamente encontrados em seu apartamento no Vaticano. Documentos semelhantes haviam sido publicados na imprensa italiana ao longo dos cinco meses anteriores, muitos deles lidavam com denúncias de corrupção, abuso de poder e falta de transparência financeira do Vaticano.
Ele foi preso pela polícia do Vaticano, que alega ter encontrado documentos secretos no apartamento que divide com sua esposa e três filhos. Gabriele foi libertado em julho de 2012 e foi movido para prisão domiciliar. Piero Antonio Bonnet, juiz do Vaticano, foi encarregado de analisar as evidências do caso e decidir se há material suficiente para prosseguir para julgamento. Se condenado, Gabriele poderá enfrentar uma pena de até 30 anos por posse ilegal de documentos de um chefe de Estado. A sentença seria provavelmente cumprida em uma prisão italiana, devido a um acordo entre a Itália e o Vaticano.
Paolo Gabriele foi indiciado pelos magistrados do Vaticano em 13 de agosto de 2012 por roubo agravado. A primeira audiência do julgamento de Paolo Gabriele e Claudio Sciarpelletti, ocorreu às 9h30, em 29 de setembro de 2012.
No dia 22 de dezembro de 2012, o Papa Bento XVI concedeu o indulto a Paolo Gabriele. O ex-mordomo havia sido condenado a três anos de reclusão, reduzidos a 18 meses por causa de atenuantes: ele não tinha antecedentes criminais, havia trabalhado para o Vaticano, e reconheceu ter traído a confiança do pontífice. Antes de receber o indulto, Paolo enviara uma carta a Bento XVI, admitindo erros, não ter cúmplices, e pedindo perdão. Respondendo-o, Bento XVI lhe mandara um livro dos salmos autografado e com bênção apostólica dirigida especialmente à pessoa de Gabriele.
Durante a última apelação feita em julgamento, Paolo havia declarado: "O que sinto mais fortemente dentro de mim é a convicção de que agi exclusivamente por amor, eu diria um amor visceral, pela Igreja de Cristo e seu representante".
Segundo o jornal italiano La Repubblica, o escândalo influenciou a renúncia do papa Bento XVI, em fevereiro de 2013.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Brasil deve ter novo Golf perua antes do novo Golf hatch
Claudio Luís de Souza
Do UOL, em Genebra (Suíça) Salão de Genebra
Volkswagen Jetta Variant, ou Golf Variant na Europa: nova plataforma e recheio sofisticado
A Volkswagen apresenta no Salão de Genebra mais alguns membros da família do Golf 7, que acaba de ser eleito o carro do ano mundial por jornalistas aqui mesmo na Suíça -- além de ter sido o modelo mais vendido em toda a Europa em 2012. O filho rebelde é o Golf GTI, que já havia sido mostrado no ano passado como conceito e agora tem sua versão definitiva exposta ao grande público no salão.
Já a mamãe acolhedora é a station wagon Golf Variant, conhecida no Brasil como Jetta Variant devido ao intercâmbio de nomes entre Jetta, Golf e Bora em determinados mercados (como o México, onde também é fabricada).
GOLF GTI, PARA VARIAR, É ESTRELA
A nova geração do icônico Golf GTI é a grande atração no estande da Volkswagen em Genebra. Volta e meia, os alto-falantes tocam "My way", de Frank Sinatra, e uma versão de "Wouldn't it be nice", dos Beach Boys, para banhar o modelo numa aura ao mesmo tempo cool e clássica.
A perua tem a dianteira alinhada à do Golf 7, e sua eventual chegada ao Brasil (via importação) terá o mesmo efeito que a do modelo anterior: o consumidor brasileiro vai ter seu primeiro contato com a frente do novo Golf não onde seria óbvio, ou seja, no próprio Golf, e sim em um derivado dele. A atual Jetta Variant vendida no Brasil tem a frente do Golf 6, e a anterior, do Golf 5 -- nenhum deles chegou ao país.
A razão é simples: a Volkswagen pode importar para o Brasil um modelo de baixa intensidade nas vendas, como é o caso da Jetta Variant, que em 2012 inteiro emplacou 1.197 unidades que fechou fevereiro último com apenas 73, segundo dados da Fenabrave. Seu preço final "pode" ser mais alto, especialmente se for escolhida uma versão bem completa; a participação nas cotas de importação é pequena -- e, no limite, devido às vendas limitadas, a origem do carro pode ser até a Europa, em vez do México.
Já o Golf dois-volumes é sempre um candidato a liderar o segmento de hatches médios, algo bastante possível quando uma nova geração do modelo chegar ao Brasil. Isso significa vender pelo menos 3.500 unidades por mês. Precisa, portanto, ser fabricado localmente, ou então buscado no México como prioridade na cota de importações. A ver a solução a ser encontrada pela Volks, mas é pouco provável que ela venha antes de 2014.
RECHEIO
A nova Jetta Variant, que usa a plataforma modular MQB lançada pelo Golf, traz um pacotão de equipamentos, entre os quais destacam-se os de segurança e eficiência energética, como o Stop/Start e função de regeneração da bateria. Há também um sistema que reduz automaticamente a velocidade após uma colisão, mais sete airbags, programa eletrônico de estabilidade (ESC) e bloqueio eletrônico cruzado do diferencial (XDS).
O PreCrash, equipamento inspirado em tecnologias de marcas premium (especialmente Mercedes-Benz), detecta uma situação de potencial acidente e atua para minorar os efeitos da batida, tensionando os cintos de segurança dianteiros e fechando as janelas laterais, entre outras medidas. Mas é item opcional, bem como o controle de distância em relação ao veículo à frente e o Park Assist.
(MQB) e soluções técnicas com a sétima geração do hatch Golf; traseira tem traços mais esportivos, mas ainda alinhados com nova identidade visual da Volkswagen Claudio Luís de Souza/UOL
Como no caso do Golf 7, a gama de motores da Jetta Variant é inédita no Brasil e acompanha a mudança de plataforma. São as famílias EA211 (gasolina) e EA288 (diesel), a primeira com opções de 85 cv, 105 cv, 122 cv e 140 cv; e a segunda com três, de 105 cv, 110 cv e 150 cv. Todos os propulsores são turbocomprimidos (TSI, com injeção estratificada de gasolina, e TDI). Um dos câmbios oferecidos é o automatizado de dupla embreagem DSG, de seis velocidades.
As vendas do Golf Variant (ou Jetta Variant) na Europa começam em agosto. Não há data certa para chegar ao Brasil. Não foram anunciados valores. O modelo ora oferecido no país parte de R$ 88.590. O motor é um 2,5 litros de 170 cavalos, de cinco cilindros, acoplado a câmbio Tiptronic de seis marchas.
terça-feira, 5 de março de 2013
Morre Hugo Chávez, presidente da Venezuela, aos 58 anos
Do UOL, em São Paulo
Ferrenho crítico do neoliberalismo e do governo dos Estados Unidos, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, morreu aos 58 anos nesta terça-feira (5), vítima de um câncer na região pélvica, com o qual convivia há um ano e meio.
Desde que sua enfermidade foi diagnosticada, em junho de 2011, Chávez passava longos períodos em Cuba, onde tratava a doença.
Chávez tem três filhas e um filho -- três são fruto do casamento com Nancy Colmenares e uma nasceu da união com a jornalista Marisabel Rodríguez, de quem se separou em 2003. Na foto, ele posa em Caracas com Rosa Virgínia (à esq.) e María Gabriela. As duas, assim como Hugo Rafael, são fruto do primeiro casamento. A filha dele com Marisabel se chama Rosinés David Fernández/EFE ?
O anúncio oficial da morte de Chávez foi feito por volta das 17h25 no horário local (18h55 no horário de Brasília) desta terça-feira (5) pelo vice-presidente venezuelano Nicolás Maduro. No mesmo pronunciamento, Maduro confirmou que Chávez morreu às 16h25 (17h55h no horário de Brasília).
Venezuelanos choram na capital Caracas após o anúncio da morte do presidente Hugo Chávez. O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta terça-feira (5), em pronunciamento nacional na TV, a morte de Chávez, vítima de um câncer na região pélvica com o qual convivia há um ano e meio Ariana Cubillos/AP
Maduro afirmou que utilizará a prerrogativa de um dispositivo militar e policial especial para garantir a paz do país após a morte de Chávez.
"O capitalismo é o caminho do diabo e da exploração. Se você deseja realmente olhar as coisas pelos olhos de Jesus Cristo --que creio ter sido o primeiro socialista--, só o socialismo poderá gerar uma sociedade genuína"Hugo Chávez, presidente da Venezuela. Lembre mais frases do presidente venezuelano
"Será desencadeada uma união especial de toda a Força Armada Nacional Bolivariana, da Polícia Nacional Bolivariana, que neste exato momento está em execução para acompanhar e proteger nosso povo", disse Maduro durante um pronunciamento em rede nacional para rádio e televisão.
Por volta das 19h20 (horário de Brasília), os chefes das Forças Armadas da Venezuela declararam sua lealdade ao vice-presidente e convocaram todas as forças disponíveis no país para garantir a segurança de todos os cidadãos venezuelanos e o cumprimento da Constituição do país.
Em muitas ocasiões, o governo brasileiro não concordou integralmente com Chávez. Porém, hoje, como sempre, nós reconhecemos nele uma grande liderança, uma perda irreparável, e sobretudo, um amigo do Brasil. Um amigo do povo brasileiroDilma Rousseff, presidente do Brasil
Vice havia dito na tarde da terça que Chávez tinha "plena consciência e vontade de vida"
Maduro já havia feito um pronunciamento sobre o estado de saúde de Chávez nesta terça-feira. O vice-presidente chegou a dizer que Chávez tinha "plena consciência e vontade de vida" e clamou pelo retorno do presidente venezuelano: "Que volte Chávez, que assuma Chávez".
5.mar.2013 - O jornal espanhol "El País" destaca a notícia da morte do presidente venezuelano, Hugo Chávez, 58, nesta terça-feira, vítima de um câncer na região pélvica, com o qual convivia há cerca de um ano e meio. A publicação lembra do líder venezuelano como "o caudilho bolivariano" Reprodução
No mesmo pronunciamento, Maduro acusou os "inimigos do país" de estarem por trás da doença de Chávez. Antes mesmo do anúncio oficial da morte do presidente venezuelano, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA Patrick Ventrell negou a acusação feita por Maduro: "A afirmação de que os Estados Unidos estavam envolvidos de alguma maneira na causa da enfermidade do presidente Chávez é absurda, e a rechaçamos completamente"
Retorno de Cuba em meados de fevereiro causou surpresa no país
Antes de viajar à ilha pela última vez, em dezembro de 2012, Chávez fez um pronunciamento na televisão venezuelana, no qual aludiu ao risco de morte ou de complicações maiores. Na ocasião, ele também indicou o seu sucessor, o vice-presidente e chanceler Nicolás Maduro.
No dia 18 de fevereiro, Chávez voltou à Venezuela de forma surpreendente após dois meses em Cuba. "Chegamos de novo à Pátria venezuelana. Obrigado Deus meu!! Obrigado povo amado!! Aqui continuaremos o tratamento", escreveu na ocasião em seu perfil no Twitter.
Desde então, a oposição vinha cobrando mais clareza por parte do governo sobre o estado de saúde do mandatário.
Em outubro de 2012, Chávez havia sido reeleito presidente da Venezuela, com 54% dos votos. Como faleceu antes de assumir o governo, o país deverá passar por novas eleições. O ex-governante já deixou o seu recado sobre o futuro do país. "Vocês todos têm de eleger Nicolás Maduro como presidente. Peço isso de coração", afirmou, durante seu pronunciamento na TV.
Quem foi Hugo Chávez, presidente da Venezuela
Foram mais de três décadas de vida política na Venezuela, que começou quando ele se formou em ciências e artes militares na Academia Militar da Venezuela, aos 21 anos.
Natural de Sabaneta, oeste da Venezuela, Chávez nasceu a 28 de julho de 1954. Ele era o segundo de seis filhos dos professores Hugo de los Reyes Chávez e Elena Frías de Chávez.
Sua infância e adolescência, vividas em Sabaneta e Barinas, também no oeste do país, foram marcadas pelo gosto por esportes e artes – o presidente chegou a escrever alguns contos e obras de teatro.
RELEMBRE A TRAJETÓRIA DE CHÁVEZ
Em 1975, ingressou na Academia Militar da Venezuela, e não demorou muito para que se tornasse tenente-coronel, em 1990.
Sua ideologia esquerdista e a identificação com Simón Bolívar, um dos heróis da independência da Venezuela, o levaram a fundar o Movimento Bolivariano Revolucionário 200 (MBR200), que pregava a reforma do Exército e a mudança da ordem constitucional vigente.
Em fevereiro de 1992, orquestrou um golpe de Estado contra o então presidente Carlos Andrés Pérez, que estava envolvido em denúncias de corrupção. A tentativa fracassou e Chávez foi levado à prisão, onde permaneceu por dois anos.
Já em 1997, ele fundou o Movimento Quinta República (MVR), agremiação pela qual venceu as eleições presidenciais do ano seguinte, com 56,5% dos votos.
Assim que tomou posse, em 1999, Chávez dissolveu o Congresso e convocou um referendo para a instauração de uma Assembleia Nacional Constituinte. Das 131 cadeiras, 120 pertenciam a aliados do então presidente.
A nova Carta, aprovada por 71,21% dos eleitores, mudou o nome do país para República Bolivariana da Venezuela, outorgou maiores poderes ao Executivo, extinguiu o Senado – o Parlamento virou unicameral – e aumentou os direitos culturais e linguísticos dos povos indígenas. Novas eleições presidenciais foram realizadas em 2000, e Chávez foi reeleito com 59,7% dos votos.
Em 2002, o país passou por uma grave crise política depois que Chávez demitiu gestores da PDVSA – a petrolífera estatal venezuelana, que controla 95% da produção nacional – e os substituiu por gente de sua confiança.
Opositores organizaram um golpe de Estado em abril do mesmo ano, que foi seguido de um contragolpe dois dias depois, já que forças leais a Chávez perceberam o clamor popular do líder. Com duração de 47 horas, este foi o golpe de Estado mais rápido da história.
Um referendo sobre a permanência de Chávez no poder foi realizado em agosto de 2004, e 58,25% dos votantes se mostraram favoráveis ao presidente. Em 2006, ele foi reeleito para um segundo mandato de seis anos. Mais uma vez, ele governou com grande apoio no Congresso, já que a oposição havia boicotado as eleições legislativas de 2005.
COMO FICA A SUCESSÃO DE CHÁVEZ
Conforme o Artigo 233 da Constituição venezuelana, a falta absoluta causada pela morte do presidente eleito provoca uma nova eleição "universal, direta e secreta" após 30 dias consecutivos.
Durante esses 30 dias, o presidente da Assembleia Nacional --atualmente, o chavista Diosdado Cabello--, assume a presidência da Venezuela.
Em diversas ocasiões, Chávez manifestou o desejo de que Nicolás Maduro, seu vice-presidente, fosse o candidato do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), caso fosse necessária a realização de uma nova eleição no país.
Na eleição de outubro de 2012, vencida por Chávez, o candidato da coligação de oposição ao PSUV foi Henrique Capriles.
O primeiro revés veio no final de 2007, quando a população, após um plebiscito, negou uma reforma à Constituição. Em 2008, a oposição ganhou a prefeitura das duas maiores cidades do país, Caracas e Maracaibo, além de cinco Estados economicamente importantes (Zulia, Carabobo, Miranda, Táchira e Nueva Esparta).
segunda-feira, 4 de março de 2013
Donna Summer Oscar de melhor canção Last Dance 1979
Grande momento do Oscar de 1979 a Diva Disco Donna Summer interpreta a canção ganhadora do Oscar Last Dance trilha sonora do filme até que enfim é sexta feira (Thank God it´s Friday) canção esta que eternizou a carreira musical de La Summer, levando a mesma a ser considerada a rainha inquestionável das discotecas. Alarcon
domingo, 3 de março de 2013
Sem benção ou papa, cardeais se reúnem para eleger novo pontífice
domingo, 3 de março de 2013 (Reuters/Brasil)
CIDADE DO VATICANO, 3 Mar (Reuters) - A Igreja Católica Romana marcou seu primeiro domingo em quase oito anos sem uma bênção papal, enquanto os cardeais se reúnem para eleger um novo líder para os 1,2 bilhão de fiéis, em um dos mais turbulentos períodos de sua história.
As janelas do apartamento papal com vista para a Praça de São Pedro estavam fechadas, o que é normalmente o caso somente quando um papa está fora de Roma e oferece a bênção dominical em outro lugar.
Não houve nenhum tipo de bênção papal, a primeira vez na qual a igreja se encontra em tal estado de transição desde o domingo de 3 de abril de 2005, o dia após a morte do papa João Paulo 2.
"É estranho, muito estranho vir a Roma, à Praça de São Pedro e não ouvir a Angelus (bênção de domingo) do papa, especialmente por que ele ainda está vivo --é uma situação única esta que estamos vivendo", disse Fabio Ferrara, um dos poucos que estavam na Praça ao meio-dia.
Na segunda-feira, os cardeais devem começar a realizar reuniões preliminares, conhecidas como congregações gerais, para se conhecerem, discutirem assuntos da Igreja e decidirem a data para o conclave a portas fechadas para escolher o sucessor de Bento 16.
O Vaticano parece determinado a concluir a eleição até meados de março, a fim de que o novo papa possa ser instalado em seu gabinete antes do Domingo de Ramos, em 24 de março, e possa realizar os serviços da Semana Santa, culminando no domingo da Páscoa na semana seguinte.
(Reportagem de Philip Pullella)
Documentos da ditadura são retidos por ministérios
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RUBENS VALENTE, MATHEUS LEITÃO DE BRASÍLIA ( Folha de São Paulo)
O governo federal retém milhares de documentos produzidos por ministros de Estado na ditadura militar (1964-1985), hoje fora do alcance imediato de pesquisadores. É o que revela levantamento feito durante quatro meses pela Folha, que visitou arquivos nos ministérios e copiou centenas de páginas.
O material inclui avisos, memorandos, ofícios, exposições de motivos e telegramas produzidos pelas mais altas autoridades do regime militar, incluindo os então ministros das três Forças Armadas, da Fazenda e da Justiça.
Veja documentos da ditadura retidos em ministérios
Guardados em pelo menos nove órgãos federais em Brasília, esses papéis não estão sob controle do Arquivo Nacional, que tem a tarefa de catalogar e armazenar o acervo da ditadura, nem da Comissão da Verdade, criada para investigar abusos contra os direitos humanos no período.
O acesso a esses documentos é dificultado por uma série de deficiências dos ministérios. Alguns oferecem apenas alguns dias do mês para a pesquisa. Em geral não há local adequado para a leitura dos papéis, com exceção do Ministério das Relações Exteriores, que possui salas próprias para pesquisadores.
A maioria dos órgãos exige que os pedidos fiquem restritos a certos períodos de tempo, o que inviabiliza um acesso amplo ao acervo. Embora tenha liberado o acesso a alguns papéis solicitados pela reportagem, o Comando do Exército se recusou a autorizar uma visita ao seu arquivo, alegando que se trata de uma "área de segurança".
O caso da Casa Civil da Presidência da República é o mais problemático. O órgão reconheceu por escrito a existência de documentos produzidos na década de 70 pelo então Gabinete Civil, que durante cinco anos, de 1974 a 1979, esteve nas mãos do general Golbery do Couto e Silva (1911-1987), um dos cérebros do regime ditatorial.
Mas o ministério, atualmente sob a gestão da ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR), se recusou a permitir o acesso a qualquer documento, sob a alegação de falta de pessoal e tempo para analisar os papéis e verificar se incluíam "informação pessoal" que não pudesse ser divulgada.
A Folha recorreu contra a proibição apelando à CGU (Controladoria-Geral da União), que analisa o assunto desde o dia 14 de fevereiro.
A absoluta maioria dos documentos localizados pela reportagem não está catalogada, não tem seu conteúdo descrito e não está plenamente acessível à consulta do público.
O Comando da Aeronáutica reconheceu a existência de dezenas de caixas de microfilmes. Num primeiro momento, a Aeronáutica autorizou a Folha a examinar o material durante sessões de 50 minutos por semana, num aparelho operado por um oficial do gabinete.
Após duas semanas, ficou evidente a inviabilidade da pesquisa. A reportagem então solicitou cópia integral de uma lata de microfilme marcada como "confidencial", com um número indeterminado de páginas. O pedido foi feito em 17 de janeiro, e continua sem resposta até hoje.
Editoria de Arte/Folhapress
NO SUBSOLO
A Folha descobriu quase por acaso a existência dessas coleções de papéis. Desde junho do ano passado, a reportagem tenta localizar na Esplanada dos Ministérios qualquer documento oficial que possa esclarecer o que ocorreu na década de 70 com os índios uaimiris-atroaris, no Amazonas. Indigenistas falam em 2.000 índios que teriam sido mortos pelo Exército num intervalo de seis anos.
Em outubro passado, ao ser consultado se possuía papéis sobre os índios, produzidos entre 1970 e 1976, o Ministério da Justiça respondeu que o material desse período compreendia 120 volumes encadernados com cerca de 500 páginas cada um, cerca de 60 mil páginas no total. O ministério informou que o material estava em salas do subsolo do prédio em que funciona.
A resposta sugeriu a existência de outros arquivos semelhantes. A reportagem então fez questionamentos com base na Lei de Acesso à Informação a outros ministérios e órgãos federais que pudessem conter material do gênero.
O tratamento do governo para esses papéis não é o mesmo dado a outros documentos do período. O acervo do antigo SNI (Serviço Nacional de Informações), que está no Arquivo Nacional, pode ser consultado sem restrições, numa sala arejada e equipada com computadores.
RUBENS VALENTE, MATHEUS LEITÃO DE BRASÍLIA ( Folha de São Paulo)
O governo federal retém milhares de documentos produzidos por ministros de Estado na ditadura militar (1964-1985), hoje fora do alcance imediato de pesquisadores. É o que revela levantamento feito durante quatro meses pela Folha, que visitou arquivos nos ministérios e copiou centenas de páginas.
O material inclui avisos, memorandos, ofícios, exposições de motivos e telegramas produzidos pelas mais altas autoridades do regime militar, incluindo os então ministros das três Forças Armadas, da Fazenda e da Justiça.
Veja documentos da ditadura retidos em ministérios
Guardados em pelo menos nove órgãos federais em Brasília, esses papéis não estão sob controle do Arquivo Nacional, que tem a tarefa de catalogar e armazenar o acervo da ditadura, nem da Comissão da Verdade, criada para investigar abusos contra os direitos humanos no período.
O acesso a esses documentos é dificultado por uma série de deficiências dos ministérios. Alguns oferecem apenas alguns dias do mês para a pesquisa. Em geral não há local adequado para a leitura dos papéis, com exceção do Ministério das Relações Exteriores, que possui salas próprias para pesquisadores.
A maioria dos órgãos exige que os pedidos fiquem restritos a certos períodos de tempo, o que inviabiliza um acesso amplo ao acervo. Embora tenha liberado o acesso a alguns papéis solicitados pela reportagem, o Comando do Exército se recusou a autorizar uma visita ao seu arquivo, alegando que se trata de uma "área de segurança".
O caso da Casa Civil da Presidência da República é o mais problemático. O órgão reconheceu por escrito a existência de documentos produzidos na década de 70 pelo então Gabinete Civil, que durante cinco anos, de 1974 a 1979, esteve nas mãos do general Golbery do Couto e Silva (1911-1987), um dos cérebros do regime ditatorial.
Mas o ministério, atualmente sob a gestão da ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR), se recusou a permitir o acesso a qualquer documento, sob a alegação de falta de pessoal e tempo para analisar os papéis e verificar se incluíam "informação pessoal" que não pudesse ser divulgada.
A Folha recorreu contra a proibição apelando à CGU (Controladoria-Geral da União), que analisa o assunto desde o dia 14 de fevereiro.
A absoluta maioria dos documentos localizados pela reportagem não está catalogada, não tem seu conteúdo descrito e não está plenamente acessível à consulta do público.
O Comando da Aeronáutica reconheceu a existência de dezenas de caixas de microfilmes. Num primeiro momento, a Aeronáutica autorizou a Folha a examinar o material durante sessões de 50 minutos por semana, num aparelho operado por um oficial do gabinete.
Após duas semanas, ficou evidente a inviabilidade da pesquisa. A reportagem então solicitou cópia integral de uma lata de microfilme marcada como "confidencial", com um número indeterminado de páginas. O pedido foi feito em 17 de janeiro, e continua sem resposta até hoje.
Editoria de Arte/Folhapress
NO SUBSOLO
A Folha descobriu quase por acaso a existência dessas coleções de papéis. Desde junho do ano passado, a reportagem tenta localizar na Esplanada dos Ministérios qualquer documento oficial que possa esclarecer o que ocorreu na década de 70 com os índios uaimiris-atroaris, no Amazonas. Indigenistas falam em 2.000 índios que teriam sido mortos pelo Exército num intervalo de seis anos.
Em outubro passado, ao ser consultado se possuía papéis sobre os índios, produzidos entre 1970 e 1976, o Ministério da Justiça respondeu que o material desse período compreendia 120 volumes encadernados com cerca de 500 páginas cada um, cerca de 60 mil páginas no total. O ministério informou que o material estava em salas do subsolo do prédio em que funciona.
A resposta sugeriu a existência de outros arquivos semelhantes. A reportagem então fez questionamentos com base na Lei de Acesso à Informação a outros ministérios e órgãos federais que pudessem conter material do gênero.
O tratamento do governo para esses papéis não é o mesmo dado a outros documentos do período. O acervo do antigo SNI (Serviço Nacional de Informações), que está no Arquivo Nacional, pode ser consultado sem restrições, numa sala arejada e equipada com computadores.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Crise Econômica Mundial ( EUA) Detroit, à beira da falência, pode ter intervenção
A cidade de Detroit, sede da General Motors e conhecida como "capital mundial do automóvel", está à beira da falência.
Pouco mais de um mês após concentrar as atenções da imprensa mundial em torno de seu Salão do Automóvel, Detroit acaba de ser declarada em estado de emergência fiscal pelo governador do estado de Michigan, Rick Snyder.
De acordo com a autoridade estadual, "provavelmente não há nenhuma cidade mais ameaçada financeiramente em todos os Estados Unidos. Em termos de serviços para os cidadãos, Detroit está entre as piores do país – caiu do topo para o fundo nos últimos 50 ou 60 anos".
Intervenção - Num encontro público com a comunidade, televisionado nesta sexta-feira (01/03), o governador anunciou que o estado irá nomear um administrador com poderes para tentar salvar as finanças municipais, cortando gastos, modificando contratos com sindicatos de funcionários, fechar ou unir repartições públicas, agilizar a venda de bens públicos e, se nada disso resolver, encaminhar o processo de falência da cidade – uma possibilidade existente na legislação americana.
Detroit tem uma dívida de longo prazo de US$ 14 bilhões (aproximadamente R$ 28 bilhões) e enfrenta perspectivas de queda de arrecadação de impostos irreversíveis nos próximos anos.
Fuga em massa - A cidade, que chegou a ter 1,8 milhões de habitantes, hoje tem apenas 700 mil, o que levou à queda de arrecadação e prejuízo na qualidade dos serviços públicos, entre eles transporte e segurança (nos EUA, a polícia é municipal). Quarteirões comerciais quase inteiros mostram vitrines fechadas por tapumes, no centro e bairros vizinhos.
Num efeito que se realimenta continuamente, na falta de bons empregos e boas condições de vida, a classe média migrou para outras cidades e a população hoje é, na maioria, de baixa renda, com predominância afro-americana.
O anúncio feito pelo governador prenuncia uma batalha política e legal, já que há setores contrários à medida. ( Fonte: UOL/Carros)
Parabéns Rayssa Moraes aprovada no Curso de Ciências Biológicas da UFPE
Rayssa Ferreira é com imenso prazer que a parabenizo por sua aprovação no Curso de Ciências Biológicas da UFPE. Sucesso nessa nova trajetória de sua vida e que esta aprovação seja a primeira de muitas conquistas e realizações em sua vida. Com carinho do professor que sempre acreditou no seu grande potencial. Alarcon.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Parabéns! Rodrigo Ferreira Aprovado no Curso de Biomedicina da UFPE.
O Blog The Best Singer Donna Summer ( Professor Alarcon) Parabeniza o grande aluno Rodrigo Ferreira aprovado no Curso de Biomedicina da UFPE. Ver este exemplo de determinação é acreditar que nosso país terá um futuro próspero e você já faz parte deste furturo. Com carinho de todos aqueles que acreditaram no seu sucesso. Alarcon
CONCLAVE. Entenda como será escolhido o novo papa
O Vaticano convoca uma reunião de cardeais da Igreja Católica, chamada de conclave, para escolher o novo papa. O encontro acontece na Capela Sistina e é chefiado pelo camerlengo -cardeal que desempenha as funções do papa interinamente.
Os 209 cardeais juram cumprir as regras para a escolha do novo pontífice. Os representantes com mais de 80 anos não podem votar e deixam o conclave. Segundo a lista do Vaticano, 115 cardeais podem votar.
Cada cardeal escreve o nome do candidato escolhido em uma cédula sob a frase "Escolho como sumo pontífice" e deposita seu voto em uma urna.
Os nomes escritos nas cédulas são lidos em voz alta pelo camerlengo e seus três assistentes.
Após o anúncio dos votos, as cédulas são costuradas uma na outra.
É declarado papa aquele que obtiver dois terços mais um dos votos dos cardeais.
Se nenhum cardeal receber os dois terços dos votos, as cédulas são queimadas, uma fumaça preta sai da chaminé da basílica e a votação é retomada. Se os cardeais não chegarem a um consenso até o quarto dia de votação, uma pausa será feita para oração e diálogo entre os eleitores. A votação reinicia no sexto dia e vai até o 12º. Outras pausas são feitas no sétimo e décimo dia. Após 12 dias e 34 votações, o sistema muda e a escolha passa a ser entre os dois mais votados. No entanto, permanece o quórum de dois terços.
Quando o novo papa é escolhido, uma fumaça branca sai da chaminé e soam os sinos da basílica como sinal de que a votação chegou ao fim.
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" To Paris with Love " é o 89º single lançado por Donna Summer . Foi produzido por Peter Stengaard e coescrito por Bruce Roberts e...
























